Luis Antonio Luis
Disse tudo
em Bate-Papo da Torcida > Só joga quem realmente quer estar aqui
Em resposta ao tópico:
Hoje, essa frase do Corinthians parece cair como uma luva em todo o elenco. Cada vez mais eu vejo os caras se comunicarem com a torcida, olham e comemoram com a torcida e respeitam cada uma das particularidades da torcida.
É o Talles tentando cantar os gritos, é o poropópó, é o Garro avisando que dias melhores virão. Memphis, Carrillo, Hector e Martinez olhando maravilhados para a torcida em seus primeiros jogos para mim é mágico. Charles rasgando todas como nunca fez na carreira, Yuri e Romero criticados mas que nunca deixam de ir numa bola quase perdida. Coronado batendo no escudo e comemorando com a torcida. André chorando com o escudo na mão, Hugo Souza gritando e vibrando o tempo todo.
Ahhh como é bom quando eles esquecem as cameras, esquecem tudo e gritam em direção à torcida, seja fora, correndo para o cantinho em que tomamos no estádio dos caras, ou dentro, olhando em todas as direções.
Não sei o que é sentir que um jogador é meu amigo e é torcedor do time desde 2012, quando paulinho subiu no alambrado e Tite assistiu na arquibancada.
Os times 2008-11 eram times que estavam bem integrados, sentiram o amor da torcida quando estávamos na B, eram crias do terrão, ou foram abraçados por nós quando toparam voltar a elite conosco.
Já os times de 2013-15 perderam um pouco isso, foram criados por um técnico que valorizava muito mais o coleguismo do que a camisa, pareciam muito plásticos, de quebra começamos a ter jogadores que saíam daqui por dinheiro muito mais do que já tivemos na vida. Era ótimos times, não nego, ainda existiam jogadores identificados, como Chicão e Guerreiro, mas estavam cada vez mais virando um grupo fechado neles mesmos.
A partir de 2016, quando a maioria das lideranças não estavam mais e o Cássio era nossa grande referencia isso tudo se acentuou. Para mim o Cássio era um líder que não era torcedor do Corinthians como entidade, ele era torcedor do time em que ele jogava e que jogavam seus amigos. Não falo isso do só gremista Cássio, falo isso de ídolos meus também, Renato Augusto vivia de conversa com seu Flamengo de infância, Ralf nunca falou aqui é Corinthians, pode ser introspecção, mas nunca senti o amor dele pelo time.
Até caras que vinham com amor pareciam ser contaminados com o ambiente 'cada um por si e nós contra todos', Gustagol, Jadson na segunda passagem, Jô depois de 17, Gil e tantos outros...
Foram derrubados 10 ou 15 técnicos, poucos conseguiram fazer com que os jogadores virassem um time.
Hoje eu espero que continuemos assim, que nossos jogadores queiram estar no Corinthians, quem não quiser que jogue bem e saiam pela porta da frente.
O que mais espero é que se comuniquem com a torcida!
