Alexandre Junior
Vejo alguns problemas nessas comparações, o que talvez limite essa utilização em relação a 2015 e 2017.
Mesmo que temos dois meias que nos lembram Renato e Jadson ou Rodriguinho e Jadson, o resto do time não tem a mesma característica. Em ambos os times tínhamos centroavantes fixos Vagner Love e Jô, tínhamos pontas abertos com velocidade na recomposição Malcom e Romero e tínhamos segundos volantes com entrega física e bom passe Elias e Maycon. Nenhum dos nossos jogadores entregam isso, não temos 9, se colocarmos o Memphis mataríamos o futebol dele, vide Racing na quarta (ele ficou entre os zagueiros e não conseguiu jogar) e se colocarmos o Yuri de 9 fixo, acabamos com futebol dele também, vide o ano todo de 2024 até agora. O Yuri só aberto também não funciona, ele precisar vir de fora para dentro e nesse esquema de 4-1-4-1, o ala veloz precisa ir pra linha de fundo, já que o meia que estará no outro lado não tem velocidade para fazer isso, naturalmente centralizando quando o time estiver com a bola. Único ala veloz e driblador que temos é o Talles, mas hoje não vejo como titular em detrimento de Yuri ou Memphis
Hoje para fazermos um formação com os dois meias, teríamos que tentar de algum jeito que todos esses? Atacantes? (Yuri, Memphis, Garro e Coronado) recuassem menos, quase como uma forma de uma linha de 4 fixa, sem passagem de laterais e dois volantes 5 de pegada, com um dois meias voltando pra buscar a bola, o que mataria as principais características que são o passe em profundidade no último terço do campo e o chute de fora da área, vide Garro contra Flamengo e Racing, quando o time mudou para o 4-3-3.
em Bate-Papo da Torcida > Nos contaram a mesma desculpa alguns anos atrás
Em resposta ao tópico:
Há exatamente 10 anos atrás Mano Menezes comandava o time, e uma das perguntas mais frequentes, feita pelos jornalistas nas coletivas era: 'Porque Renato Augusto e Jadson não jogam juntos?' Pergunta essa que se repete muito hoje entre nós torcedores, em relação a Garro e Coronado.
Resumidamente, Mano saiu ao término da temporada, Tite voltou em 2015 e montou uma formação inovadora, o famoso 4-1-4-1, com apenas um volante na cabeça de área, naquela época o grande monstro Ralf. O incansável Elias como segundo volante chegando muito na frente, Renato como meia armador, e adaptando Jadson pelo lado direito do campo, mas flutuando muito pelo meio e ajudando na criação de jogadas. Malcom era o jogador de velocidade pelo outro lado, e Vagner Love, que havia chegado em baixa, cresceu muito na segunda parte do campeonato brasileiro, se consolidando como o artilheiro do time.
Algo que pode ser feito hoje, mas Ramón não está conseguindo entender as características dos jogadores. Na minha humilde opinião, Garro e Coronado podem jogar juntos sim... 'Ah, mas Coronado não tem intensidade e nem físico pra ajudar na marcação', aí eu te pergunto, Jadson tinha? O diferencial daquela época é que tínhamos uma linha defensiva muito forte, e Ralf que destruía tudo no meio campo.
Carille repetiu a mesma dose em 2017 e deu certo, com Gabriel como cabeça de área, que nunca foi um primor técnico mas marcava muito também. Maycon que fazia bem a função de carregar a bola até os meias, e ainda se apresentava na frente. Rodriguinho como meia de criação, Jadson mais uma vez ajudando na criação pela direita, na esquerda hora Romero, hora Clayson.
Dá pra se fazer o mesmo hoje... Meu meio campo seria Martínez como cabeça de área, Alex fazendo o 'box to box', Garro centralizado na criação, Coronado pela esquerda onde tem costume de jogar, Yuri pela direita, e ainda temos Talles que pode jogar por ali, e Memphis na referência. Carrillo vem jogando bem, mas suas características é mais de cadenciar o jogo, nessa formação Alex é o titular.
Dá pra se fazer, ou ao menos tentar. Como sei que Ramón não tem coragem pra isso, espero que permanecemos na série A, e torço pra chegada de um novo técnico em 2025 que faça esses caras jogarem como um time, pois qualidade hoje temos, e merecemos brigar por coisas grandes.
Vai Corinthians!
