Marcelo Timao
De uns meses para cá, o assunto “base” ganhou maior visibilidade. Não à toa, pois dois fatos contribuíram muito para isso: O primeiro, é que com o dinheiro das bilheterias indo totalmente para o fundo do estádio, a venda de jogadores ganhou uma importância ainda maior como fonte de receita para o Corinthians.
O segundo fato se deve a eleição que se aproxima, onde há meses o candidato Citadini, esperto, resolveu “surfar” nessa onda, aproveitando a iniciativa da Fifa que se manifestou contra os empresários e a favor dos clubes. Alardeia para os 4 cantos, o candidato, que os meninos da base devem se tornar 100 por cento do Corinthians.
Ocorre que o candidato da situação, Paulo Roberto de Andrade, deu uma explicação recentemente num programa de televisão, sobre o porquê de não ser possível ter jogadores de base 100 por cento do Corinthians. A explicação foi bastante convincente pelos motivos expostos pelo candidato da situação: “...a atual legislação não permite a clube nenhum fazer contrato com garotos de 11 ou 12 anos, quando chegam às portas da base. E depois de 3 anos, quando o garoto pode fazer seu primeiro contrato, o clube fica refém do seu staff (pais, tios, empresários, etc) que exigem uma porcentagem senão irão para outro clube.”
Com isso os representantes do time, são obrigados a aceitar essa divisão com MEDO de que o atleta vá para um rival, “estoure” e seja vendido por uma fortuna...
Polêmicas à parte, e até que algo seja feito de concreto na legislação que permita ao clube mudar essa situação, não há desculpa para que a base do Corinthians não seja melhor cuidada e mais eficiente. Isso para evitar casos como o jovem Malcom, onde é veiculado que o clube só detém 20 por cento de seu passe. Ok, não dá para ter 100 por cento, mas então vamos estabelecer um mínimo aceitável de 50. Abaixo disso pode ir para outro clube, como diz Citadini...Tudo é uma questão de bom senso!

