Post de Anastácia no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Anastácia Ribeiro
Eu falava no meu posto sobre Carrillo. Ontem jogou que nem uma fera, mas escapou por pouco de não levar um vermelho, numa entrada que já estava atrasado na bola. Eu vejo que os adversários já sabem que a defesa do Corinthians é composta, a maioria, por jogadores mais técnicos, portanto, com menos velocidade...
Em resposta ao tópico: "A arrogância tática custa mais que erros individuais"
📷 Anderson Lira / Estadão Conteúdo.
Não tem nem uma semana que eu falei sobre a altivez do time e, principalmente, as falhas táticas da defesa .
Acontece que muita gente achou que seria um 8 a 0 fácil sobre o time venezuelano, colocado como amador ou semiamador por uma galera aqui do fórum. Aparentemente, o time achou também.
Parte da torcida ser otimista com o time é normal, é natural visto a fase que estamos. E mesmo os que dizem que só ganhamos apertado de clubes das séries B e C estavam, também, contando com uma vitória mais folgada (ou menos sofrida), abrindo 2 ou 3 a 0 e relaxando no final.
Só que, para mim, o time começou errado. Pode parecer que estou dando chute em onça morta, mas foi perceptível que seria difícil se impor contra um time cuja principal arma era a superioridade numérica no meio campo, e tudo ficou bem claro já desde o primeiro jogo.
Além do mais, o forte do time venezuelano é, justamente, a bola aérea. André Ramalho demonstrou ser uma escolha errada, portanto, haja visto o sistema com 2 zagueiros. Ramalho mede 1,82 m, sendo o componente mais baixo da zaga, o que o expõe quando ele não tem cobertura de um volante.
Mostra disso são os gols dos caras. O primeiro foi nas costas do Bidu? Foi. Cobrindo a posição de João Pedro Tchoca que, por sua vez, estava cobrindo o André Ramalho, que tentou saiu jogando e perdeu a bola na intermediária. No segundo gol dos caras foi falha do Hugo? Foi. Que saiu na bola que o Ramalho não ia chegar devido à sua marcação bluetooth e pulo baixo.
As melhores chances do UCV saíram de bolas aéreas, que obrigaram boas defesas do Hugo.
A superioridade numérica no meio-campo anulou completamente o jogo do Garro, fazendo com que o Corinthians só tivesse suas oportunidades pelos lados do campo e isso era tão previsível, tão óbvio, e deveria ser para um treinador.
Não quero entrar no mérito do que eu acho que deveria ter sido feito, mas taticamente falando, o Corinthians poderia ter uma formação defensiva bem definida tal qual é com o ataque. Acho que muito por isso o Corinthians quando faz 2 toma 1, quando faz 3 toma 2 e etc.
É perceptível o quanto o time sobe ao ataque organizado e desce para a defesa de modo atabalhoado. Quando o time sobe ao ataque pelo meio conduzido por um volante, Garro ajuda compor uma linha de 3 no ataque. Quando acontece pelos lados, o meia se posta para um eventual rebote. Agora, se a armação da jogada sai dos pés de Garro, Memphis e Yuri se projetam pelo meio da defesa como jogadores de referência, o que também acontece no esquema com 3 atacantes, quando um se projeta pelo meio e nota-se os outros dois apoiando pelas pontas.
Defensivamente é difícil dizer, porque a estratégia parece correr desordenadamente para formar uma linha cercando a área. Bem por isso que os adversários geralmente têm sua média de distância de finalizações girando em torno de 25 a 30 metros do gol. No entanto, como a tática consiste em 'Deus nos acuda', é uma bola alçada para um jogador sem marcação e a defesa se desmonta, afinal, só estavam marcando a bola e sequer marcaram posição ou mapearam o espaço.
Assusta ainda ouvir do Ramón Díaz que os erros são pontuais, sendo que, notadamente, as falhas defensivas são sistemáticas. E, mais ainda, insisto em dizer que são táticas e não apenas técnicas.
É preciso resolver isto, antes que a maré vire e passemos a tomar mais gols do que fazemos.
VAI CORINTHIANS!




