Fiel Zoeiro
Claro que, para nós, corintianos, a esperança só acaba quando o juiz apita.
Porém, com Ramón Díaz no comando, minha confiança em uma virada é zero.
O futebol brasileiro é tão amador nesse aspecto que, para um técnico perder o emprego, é preciso ser eliminado das principais competições antes que uma atitude seja tomada.
Como amuleto, usaram o desempenho de Ramón Díaz como justificativa para mantê-lo no cargo. Mas 90% dos jogos foram contra times fraquíssimos. E era nítido que do jeito que estava jogando, mesmo 'vencendo', não seria suficiente para enfrentar um time mais qualificado. E estávamos vencendo não por causa de uma jogada treinada ou um sistema tático eficiente, mas sim pela individualidade de alguns atletas (assim como foi na reta final do brasileiro). Qualquer um com o mínimo de lucidez enxergava isso. Tanto que, quando enfrentamos adversários um pouco mais qualificados, mal vimos a cor da bola. Para o corintiano mais racional, a derrota para o Barcelona não foi surpresa. Afinal, já sofremos 'nós táticos' contra equipes que vencemos, como São Bernardo e Universidad Central. E contra o Barcelona, mais uma vez, fomos engolidos—dessa vez por um técnico interino recém-promovido ao profissional.
Bastava um simples telefonema para Jorge Sampaoli, e ele já poderia estar comandando o time no domingo e na quarta-feira. Taticamente, talvez a mudança não fosse imediata, mas como diz o ditado: 'Muito ajuda quem não atrapalha'.
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