João Silva
A passagem do Tite pelo Flamengo teve um aproveitamento de 64,8%, enquanto Ramon no Corinthians registra 59,8%. É importante considerar que, no Flamengo, boa parte do elenco não queria o Tite, o que ajuda a explicar por que Dorival Júnior teve um desempenho ligeiramente superior — 66,7% de aproveitamento — além de ter conquistado dois títulos importantes. A principal diferença é que o grupo estava com Dorival, enquanto nunca comprou a ideia do Tite. E todos sabem a diferença que faz quando o elenco está fechado com o treinador.
No Corinthians, o cenário muda completamente. Tite tem uma história gigantesca no clube, maior do que a de qualquer jogador do elenco atual. Ele é um símbolo de conquistas, liderança e respeito. Isso, por si só, já inviabiliza qualquer resistência do grupo — ninguém ali tem tamanho para bancar uma queda de braço com ele, como aconteceu no Flamengo. Lá, ele não tinha essa mesma autoridade histórica, e acabou sendo minado de dentro para fora.
No Timão, Tite é, sem dúvida, a melhor opção — não apenas pelo passado glorioso, mas também pela sua competência técnica, repertório tático e capacidade de conduzir um elenco. É o nome ideal para reerguer o clube com seriedade e convicção.
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