Bruno Ramos
Junto a Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves, Augusto Melo se tornou um dos piores presidentes da história do Corinthians.
O dirigente, que assumiu a presidência do clube nos braços do povo, tinha a missão de fazer o básico: buscar novas fontes de receita, pagar e administrar as dívidas. Ainda assim, está prestes a ser removido do Parque São Jorge — seja por renúncia, sob forte pressão, ou por um processo de impeachment.
Em apenas 1 ano e 4 meses de mandato, ele:
Indicou Rubão para a direção de futebol, decisão que quase culminou no rebaixamento no Campeonato Brasileiro;
Tornou-se alvo de investigação no caso “Vai de Bet”, estando prestes a ser indiciado pela Polícia Civil;
Promoveu diversas trocas nos cargos de diretoria, seja por pedidos de demissão ou por substituições estratégicas para acomodar conselheiros influentes e neutralizar possíveis obstáculos políticos;
Realizou gastos excessivos, ultrapassando o orçamento do clube sem apresentar justificativas consistentes aos órgãos reguladores ou às auditorias externas;
Autorizou dezenas de contratações para as categorias de base, muitas delas envolvendo filhos de conselheiros, patrocinadores e aliados;
Aumentou consideravelmente a dívida do clube, culminando na reprovação das contas pelo CORI.
É possível argumentar que o presidente enfrentou forte pressão da oposição, que teria dificultado o trabalho do CEO, e que em anos anteriores os órgãos fiscalizadores foram mais permissivos com a gestão financeira. No entanto, não se pode ignorar que muitas das atitudes adotadas extrapolam os desafios enfrentados — foram escolhas mal feitas, de responsabilidade exclusiva da atual gestão.
Diante de tantos erros e prejuízos institucionais, resta cada vez mais evidente que a permanência de Augusto Melo compromete o presente e o futuro do clube. Sua saída tornou-se não apenas inevitável, mas urgente.
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