Elber Ribeiro
O time não foi bem diante do Santos.
Félix Torres, como lateral-direito, talvez tenha sido o grande ponto de destaque, onde teve ótimo desempenho defensivo. Já ofensivamente, não deu tanta profundidade, deixando o Carrillo sozinho. Mas compressível por ser um beque.
Ofensivamente a equipe não evolui. Jogadores estáticos, robóticos, travados. Não tem aproximação, troca de posição, movimentação para tabelas, triangulações, infiltrações. Todos esperando a bola no pé, distantes. Parece pebolim. Os laterais não sobem, não dão opção. Bastante dificuldade de criação, zero ideias e repertório.
Yuri totalmente isolado, atuando como centroavante fixo, que é uma posição que visivelmente fica desconfortável, algo dito pelo próprio.
Muitos cruzamentos, chuveirinhos.
Saída de bola segue muito ruim. Toca para lá, para cá, e não desenvolve. Uma posse improdutiva, lentíssima e sem verticalidade. Nenhum dinamismo.
Outro detalhe: o time não consegue fazer a marcação-pressão. Está com a bola, perde e não tenta recuperá-la de imediato, atacar, sufocar o adversário, simplesmente vai recuando, andando para trás.
As bolas áreas defensivas seguem um sofrimento.
As falhas individuais, idem. Muitas rebatidas mal executadas, erros claros de posicionamento, linhas espaçadas e sem compactação, jogadores longe uns dos outros, timing de bote equivocado e sem sincronismo, deixando lacunas e causando um efeito dominó na defesa, entrada da área cheia de buracos.
Não imprimem volume, não encurralam o oponente.
Condicionamento físico também deixando muito a desejar.
Dorival está começando seu trabalho e praticamente não possui tempo para treinar. Ainda não teve uma semana livre sequer. É jogo em cima de jogo, além dos desfalques do time.
Teremos mais algumas partidas até a parada para o Mundial de Clubes, onde aí sim ele ganhará semanas para realmente implementar suas ideias. Será quase uma pré-temporada.
Até lá, o importante é somar pontos no Brasileirão e buscar as classificações na Copa do Brasil e Sulamericana.
Mas até agora, pelo que vem sendo mostrado, Dorival vai ter pela frente uma tarefa árdua, pois a equipe vem mal em todos os setores, como coletivo e individualmente. Não temos padrão, sistema de jogo, espírito de luta, nada. Quase um catado, um bando solto e aleatório em campo.
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