Leandro Queiroz
Com uma dívida que ultrapassa os 3 bilhões de reais, o Corinthians enfrenta sua maior crise desde sua criação. Mesmo assim o clube ainda é uma marca extremamente valiosa e uma das maiores potências (se não a maior) do esporte sul-americano. A questão é: até quando vamos permitir que o potencial do colossal Timão seja travado por gestões incompetentes e interesses políticos?
Venho por meio deste, trazer uma ideia, uma revolução.
Vamos por partes.
A solução não depende de um SAF convencional, estilo europeu, onde um bilionário assume e o torcedor assiste de fora as decisões sendo tomadas. O modelo que vou apresentar já existe, e é extremamente funcional em um dos maiores times da história da NFL, Packers, que tem uma torcida muito semelhante ao do Corinthians, embora as cores do time não sejam do nosso agrado...
Nesse modelo de SAF hibrida teremos a possibilidade de aquisição de uma parte minoritária do time (não lucrativo), ou seja, cada torcedor que tiver interesse em adquirir uma parte do time, pode realizar uma compra de ação, que não tem crescimento de valor, nem traz retorno financeiro. Parece sem sentido, mas o amor por um time não é baseado em lucro e dinheiro, como sócios minotaríos temos direito a voto e tomada de decisões dentro do time, além de termos a possibilidade de eleger um representante (remuneração definida pela torcida) para participar das decisões tomadas pelo sócio majoritário.
Esse sistema funciona perfeitamente nos Packers, que é um dos times mais tradicionais da NFL, com uma história incrível, que dependendo do olhar encontramos algumas semelhanças ao Corinthians, torcida, lutas, fases gloriosas e fases não tão boas.
A transformação em SAF é inevitável diante do rombo financeiro. Mas o modelo importa. O Timão não precisa ser privatizado como um clube qualquer. Precisa ser reconstruído com a força da sua torcida.
A atual crise do clube não foi causada por falta de elenco, treinador ou torcida. Foi causada por gestões desastrosas, contratos obscuros e interesses políticos.
Quem sofre com isso é a torcida, os caras estão com o dinheiro no bolso, mas e aí torcedor, prefere viver cego acreditando que o Corinthians é do povo, ou prefere abrir os olhos e perceber que precisamos de mudanças?
Com esse modelo, teremos regras de governança e transparência obrigatória. Além de ser um modelo *blindado* contra controle político e decisões tomadas sem consentimento da torcida.
Esse modelo não é utopia. É viável, moderno, democrático e altamente rentável. Basta querer, organizar e pressionar a mudança com *inteligência*. A pergunta não é 'se' o Corinthians pode ou não ser SAF. A pergunta é: será uma SAF para poucos, ou para todos?
em Bate-Papo da Torcida > Alternativa SAF Popular (Revolução Corinthiana)



