Fernando Giovannelli
O Corinthians fechou 2024 com uma receita recorde de R$ 1,1 bilhão, consolidando-se como um dos clubes mais fortes do Brasil financeiramente.
Mas e se, ao invés de usar toda a receita em contratações, dívidas e custos imediatos, o Timão resolvesse investir metade da receita anual durante 3 anos seguidos, sempre reinvestindo os rendimentos (juros sobre juros)?
Vamos ao cálculo:
Ano 1 (2024):
Metade da receita: R$ 550 milhões, investidos a 15% ao ano.
No final do primeiro ano: R$ 632 milhões.
Ano 2 (2025):
Nova receita anual: mais R$ 1,1 bilhão.
Metade investida novamente: R$ 550 milhões, somados ao montante anterior (R$ 632 milhões).
Total investido no início do ano: R$ 1,182 bilhão.
Rendimento no ano: 15% → R$ 1,359 bilhão ao final do segundo ano.
Ano 3 (2026):
Receita novamente: R$ 1,1 bilhão.
Metade investida: R$ 550 milhões, adicionados ao saldo anterior (R$ 1,359 bilhão).
Total investido no início do ano: R$ 1,909 bilhão.
Rendimento no ano: 15% → R$ 2,195 bilhões ao final do terceiro ano.
E a outra metade?
A outra metade das receitas (R$ 550 milhões por ano) poderia ser usada da seguinte forma:
R$ 300 milhões destinados ao pagamento de dívidas e juros, ajudando a aliviar o caixa e melhorar a saúde financeira.
R$ 250 milhões para manter um elenco competitivo, cobrindo salários e despesas do futebol.
O resultado
Ao fim de 3 anos, o Corinthians teria um patrimônio investido de cerca de R$ 2,2 bilhões, gerando só de rendimento anual algo em torno de R$ 329 milhões (15% ao ano), praticamente um “super patrocínio” fixo.
Essa estratégia permitiria ao Timão sonhar grande: montar elencos fortes, quitar dívidas históricas e ainda ter reservas gigantes para projetos estruturais.
Mas a pergunta fica no ar para a Fiel: será que o “Bando de Loucos” teria paciência para abrir mão do imediatismo e apostar em um Corinthians bilionário e sustentável no futuro?
em Bate-Papo da Torcida > Se o Corinthians investisse metade das receitas por 3 anos: clube...


