Ronnye Herminio
Eu concordo que esse é o caminho, porém não é simples fazer isso.
Essa prática vem dando certo em clubes bem estruturados ou em clubes pequenos. A gente aqui não tem paciência com os jogadores da base. Se o cara entrar e não tomar conta do setor a torcida queima. Basta ver o Bidon.
Além do mais, como o time não está estruturado, os dirigentes acabam tendo que buscar jogadores com mais experiência para aguentar mais a pressão.
A base é a solução tanto para o time como para o clube sair do buraco mas de qualquer forma não será algo rápido e precisa de organização, algo distante pra gente hoje.
em Bate-Papo da Torcida > A única forma do Corinthians equilibrar as contas e ainda competir é...
Em resposta ao tópico:
O Corinthians é o clube que ainda insiste em não praticar o que já deveria ser óbvio para qualquer equipe que quer sobreviver no futebol brasileiro atual: O futebol sustentável.
Enquanto outros clubes entenderam que investir na base, revelar talentos e buscar jovens promissores no mercado é a única forma de equilibrar as contas e ainda competir, o Corinthians preferiu outro caminho, o das apostas em medalhões caros, salários altos e retorno duvidoso. Resultado? Dívida, elenco inchado e pouca perspectiva de evolução esportiva ou financeira.
A cartilha é simples: revela o garoto, dá minutos em campo, valoriza e vende. Ou então, acha uma joia subaproveitada em outro clube, investe baixo, desenvolve e lucra. Isso não é “revolução”, é lógica de mercado. Mas o Corinthians, por alguma razão, segue alheio a isso.
O clube precisa parar de ver jogador como despesa e começar a enxergá-los como investimento. E isso não significa virar um balcão de negócios. Significa formar atletas com identidade, com lastro no clube, que possam entregar dentro de campo e gerar retorno fora dele.
Hoje, o Corinthians paga o preço por escolhas erradas, por uma gestão que priorizou o imediatismo e por uma cultura que parece ter pavor de planejar a médio e longo prazo. O torcedor sofre, o futebol não evolui e as contas não fecham.
Futebol sustentável não é moda. É necessidade. E o Corinthians precisa acordar para isso.