Deco 20
Isso pra mim é surreal: o cara comete o crime, mas não pode ser imputada responsabilidade pq a gravação não era autorizada.
Tá gravado. O cara comprova a própria culpa. Mas não tem um papel pra dizer que podia gravar.
Mesma coisa que vivemos na história recente do Brasil: tá comprovado o DESVIO DE BILHÕES DE REAIS. As empresas admitem. As empresas devolvem. Senadores, deputados e o presidente todos na lista de pagamento. Sítio com pedalinho com nome da família. Triplex no nome. Várias listas com nomes e movimentações de propina em valores bilionários.
Mas o processo tem que ser anulado, pois o CEP dos documentos está errado.
Kkkkkkkkk
Esse é o Brasil.
em Bate-Papo da Torcida > Do que falávamos em julho de 1997
Em resposta ao tópico:
Fui fazer uma pesquisa aleatória de notícias do Corinthians e caí em Julho de 1997.
Olha só, para quem acha que isso começou agora...
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Contexto
O Banco Excel-Econômico assumiu o patrocínio do Corinthians em janeiro de 1997, após adquirir o Banco Econômico em 1996. A parceria previa R$ 12 milhões, começou com o título do Paulistão em junho e foi marcada por grandes contratações.
No entanto, essa visibilidade foi logo ofuscada pelo escândalo envolvendo gravações e pedidos de dinheiro fraudulentos ligados à arbitragem e campanhas políticas.
📞 As gravações
Em 7 de maio de 1997, o Jornal Nacional divulgou áudios clandestinos em que o árbitro Ivens Mendes, então presidente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF, pedia R$ 25 mil a Mario Celso Petraglia, do Atlético‑PR, e “um, zero, zero” (R$ 100 mil) a Alberto Dualib, presidente do Corinthians, para financiar campanha política de Ivens Mendes para deputado federal.
Na subcomissão da Câmara dos Deputados e em audiências públicas, Dualib alegou resistência em saber de qualquer esquema do clube, e Ivens Mendes acabou afastado.
⚖️ Consequências
Nenhum processo criminal avançou, pois as gravações eram consideradas ilegais — e os jornalistas foram beneficiados pela prescrição.
Ivens Mendes foi banido do futebol pelo STJD; Dualib e Petraglia ficaram proibidos de representar seus clubes na CBF, porém mantiveram cargos internos.
Como retaliação, o Atlético‑PR começou o Brasileirão de 1997 com 5 pontos negativos, mas a CBF evitou rebaixamentos e aumentou o número de clubes no campeonato de 1997 de 24 para 26.
🏦 Ligação com o Banco Excel
O patrocínio do Banco Excel ajudou o Corinthians a reforçar o elenco e conquistar o Paulistão em junho de 1997, 'abafando' momentaneamente as críticas ligadas ao escândalo. Contudo, em 1998 o Excel enfrentou dificuldades financeiras e foi comprado pelo Banco Bilbao Vizcaya, encerrando gradualmente seu envolvimento com o clube.




