Post de Thi Dantas no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Thi Dantas
Sim, cara, todo mundo entendeu isso. O problema não é esse, são as obscuridades.
- uma empresa pode comprar o crédito sem depender de credibilidade no mercado, desde que tenha o dinheiro. Não parece ser o caso, já que a carta apresentada deixa claro que existe várias condições para atingir o valor. Não é uma simples compra de créditos. O único montante imediato anunciado é de 500 mi (lógico que ajuda, mas longe de ser esse negócio todo)
- pela carta, o montante que o Corinthians vai receber dependeria de uma série de situações. O principal, provavelmente, seria a capacidade da GSP em atrair interessados em anunciar na marca Corinthians.
- Só que GSP não tem credibilidade nenhuma para que haja confiança de que honrarão com o pactuado. E mais do que isso: não há clareza quanto às condições do negócio, se eles vão arcar com pagamentos para o Corinthians de qualquer forma, de quanto seriam esses pagamentos e se eles têm patrimônio para arcar.
- um negócio desses, claramente dependendo da capacidade da GSP em honrar e em atrair interessados, só faz sentido se pudermos confiar na credibilidade dos envolvidos, o que não é o caso. Ninguém conhece a empresa nem o candidato.
- é normal que haja confidencialidade, mas não integral. Ou você aporta um valorzao de primeira ou impressiona com alguma marca de nome. É tipo aqueles shoppings, que anunciam rapidamente as flagships para atrair mais marcas.
Em resposta ao tópico: "A verdade oculta da GSP Holding"
Muitos tópicos comentando sobre este possível parceiro, mas talvez não tenham se atentado ao principal.
Se denomina Holding por gerir várias outras empresas do grupo, da qual a GSP Bank of Assets é uma delas. Este não é um banco de operação comum, é uma empresa que troca créditos à prazo por dinheiro imediato para outras empresas. Não tem clientes com CPF, somente CNPJ. Então, o interesse dela não é captar clientes corinthianos ou fazer marketing, isto é, ela não fará investimentos no clube.
Ontem, o André não quis explicar (não quis porque ele sabe o que seria esse tipo de aporte), mas a empresa funciona com factoring, que é o fomento mercantil a empresas, que oferece dinheiro imediato para fluxo de caixa em troca de créditos no prazo. É como um adiantamento, ' um empréstimo consignado' sem juros, mas com desconto à vista.
Isso ficou claro quando André Castro falou que em seus contatos tentou buscar empréstimos a juros baixo, mas essa empresa surgiu como financiadora deste projeto bilionário.
Um provável exemplo é que, no novo contrato da Nike, ela pode antecipar uma grande parcela em troca dos créditos futuros: o Corinthians tem direito a R$ 53mi por ano, em um contrato de 10 anos. Ela pode oferecer ao clube um repasse imediato de R$ 400mi, em troca da total garantia deste contrato com a Nike (R$ 53mi), além de possíveis outras exigências.
E com certeza, a cifra inflacionada de US$ 1 bi se deve à toda estrutura Corinthians que ela pode 'atravessar' para captar recursos com mais patrocinadores, como arena, ingressos, uniforme, CT, Parque São Jorge, etc.
O Corinthians pode até receber essa ajuda, mas não imagino que chegue a essas cifras colocadas na carta de intenção, pois seria um contrato de restrição de receitas futuras para além de um mandato presidencial, e isso é algo que os Conselhos podem argumentar contra.
Preocupa o fato de que a figura que trouxe isso a tona, André Castro, não querer explicar isso em uma coletiva que tinha o puro objetivo de apresentar a carta de intenção. Tudo já está muito obscuro no clube, e ele não quis esclarecer muita coisa ontem quando poderia.




