Ana Silva
Porque a maioria da torcida só pensa em quitar a Arena? Todas as dividas devem ser pagas, mas as dividas que envolvem processos na FIFA deve ser prioridade, a CBF está articulando com o Palmeiras o Fair play financeiro, daqui a pouco, a depender do que for decidido em janeiro de 2026, prazo da CBF, podemos sofrer até rebaixamento e perda de pontos. Devido aos escândalos de dentro da Administração do Clube e investigações em andamento é difícil uma empresa grande colocar sua marca na Arena, antes é preciso que o estatuto mude de verdade, que pessoas suspeitas de lesar o Corinthians sejam passíveis de afastamento e que se implante uma gestão profissional.
em Bate-Papo da Torcida > A Arena do Corinthians já está quitada a anos
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A Arena do Corinthians já poderia estar livre da dívida há anos. O problema nunca foi falta de caminho, mas falta de visão. O naming rights sempre foi tratado como uma negociação pequena, arrastada, cheia de parcelinhas e contratos mal feitos. Quando, na verdade, ele poderia ser a chave para resolver o maior peso financeiro da história do clube.
A ideia é simples: grandes empresas globais: Nike, Emirates, Coca-Cola ou tantas outras que podem colocar 120 milhões de dólares na mesa sem sentir cócegas. Divide em três parcelas de 40 milhões de dólares, pagamento feito diretamente para a Caixa, sem passar pelo Corinthians, e em um ano e meio a Arena estaria quitada. É só isso.
E o que a empresa ganha em troca? Um estádio moderno, de Copa do Mundo, localizado em São Paulo, o maior polo econômico do país. Uma arena que já recebe a NFL, palco perfeito para associar uma marca a grandes eventos internacionais.
A proposta seria extremamente atrativa: 50 anos de naming rights e, além disso, dois eventos por ano nos primeiros 10 anos de contrato. É marketing mundial garantido por décadas.
Agora imagine: anúncios em 2026 dizendo “NFL Brasil na Nike Arena”. Imagens transmitidas para o mundo inteiro com o símbolo da Nike estampado em letras gigantes no estádio. Imagine essa ideia sendo apresentada a um executivo de marketing da Nike. O que são 120 milhões de dólares para uma empresa que fatura mais de 50 bilhões por ano? Absolutamente nada. É troco. O retorno em imagem, impacto e marketing global seria incalculável.
Se alguém acha que 50 anos de contrato é muito tempo, que não esqueça: naming rights não podem ser tratados como a principal receita do clube. O importante é resolver o presente, respirar e liberar 100% da receita da Arena para o Corinthians já. Em 20 ou 30 anos, o cenário pode ser renegociado. O essencial é quitar a dívida e acabar com os juros sufocantes que impedem o clube de andar para frente.
A Arena já está quitada. Só falta um abençoado levantar e colocar isso em prática.
Faturamentos:
Nike inc. US$ 46,3 bilhões.
Emirates Group. US$ 39,6 bilhões
The Coca-Cola Company. US$ 47,06 bilhões.
BYD Company Limited. US$ 107 bilhões.
Heineken. € 35,955 bilhões.
