João Guilherme
O que tem haver 2005 com isso? A parte de comentarismo esportivo do grupo globo esse ano é praticamente só porcada... Com o tanto de lances duvidosos a favor deles uma cortina de fumaça cai muito bem, e nenhum clube do Brasil gera o engajamento que o CORINTHIANS gera. O jogo de 2005 contra os gauchos teve uma arbitragem péssima, é fato, mas não faz sentido ter um peso maior do que os erros de arbitragem dos outros jogos... Depois de 2005, virou lugar comum dos adversários levantar o tom para reclamar de arbitragem contra o CORINTHIANS, e depois do VAR, infelizmente os árbitros ficaram mais fracos, jogando sua responsabilidade para quem tá no ar condicionado... Hoje em dia parece que o árbitro não tem a obrigação de evitar confusão e discussão. Quem é mais das antigas deve lembrar também que em menos de 2 minutos de derby os dois times já tinham cartão amarelo porque era papel do árbitro evitar que os jogadores começassem a ser desleais em campo, mas agora deixam a situação ir escalonando até ficar inviável o jogo... Esse último jogo da porcada é um exemplo claro desse fenômeno, no qual a arbitragem escolhe o critério, e em um jogo quente não sai distribuindo amarelo pros jogadores desde o começo. É inevitável que a violência das faltas aumente, e o clube de maior influencia dentro da CBF vai ser favorecido, pois qualquer erro contra ele vai pesar mais para quem toma as decisões... Enfim, o VAR tem seu lado positivo, pois pode evitar erros de arbitragem em alguns lances, mas, ao mesmo tempo é importante se pensar mecanismos para que os árbitros de campo voltem a entender que tem mais responsabilidade
em Bate-Papo da Torcida > A arbitragem erra e o clube paga: isso é justiça?
Em resposta ao tópico:
Vinte anos se passaram desde o escândalo da primeira 'máfia do apito'. E até hoje, nunca ficou comprovado que o Corinthians foi beneficiado. Pelo contrário — se tivesse sido, por que anulariam justamente uma partida que o time perdeu?
O que vemos, na verdade, é que nas últimas temporadas o Corinthians tem sido sistematicamente prejudicado. Neste Campeonato Brasileiro, os erros contra o clube têm se acumulado. Um exemplo claro foi no último jogo contra o Internacional, quando a arbitragem marcou um pênalti extremamente duvidoso — a imagem não é conclusiva, mas ainda assim, a penalidade foi dada. E o VAR? Silêncio.
Mais grave ainda é a falta de critério. No mesmo campeonato, contra o Botafogo, o Internacional comete um pênalti claro — um verdadeiro abraço dentro da área. O VAR viu? Viu. Mas preferiu não chamar. Dois pesos, duas medidas.
Enquanto isso, Palmeiras e Flamengo continuam sendo um dos clubes mais favorecidos por decisões de arbitragem nos últimos anos. Isso não é choro — é constatação.
Está na hora de mudar. O futebol precisa de mais transparência.
Uma sugestão urgente: cada time deve ter direito a pelo menos uma solicitação de VAR por tempo, como acontece em outros esportes. Além disso, capitão ou técnico deve acompanhar a revisão do lance, ao lado do árbitro, como acontece no vôlei, por exemplo. Isso daria muito mais clareza e responsabilidade ao processo.
Hoje, quando o árbitro erra, ele é 'afastado' e 'reciclado'. E só. Enquanto isso, o clube prejudicado perde pontos, posições, premiações, vagas em competições e receitas. Quem paga essa conta? Porque quando o erro é do clube, a punição vem com força: multa, suspensão, perda de mando, pontos e muito mais.
O futebol brasileiro não pode mais ser decidido por erros que se repetem, sempre contra os mesmos e a favor dos mesmos. Ou muda agora, ou a credibilidade do campeonato continuará escorrendo pelo ralo.