Maurilio Dantas
Esquema é se unir mano,
parar de chorar aqui, me chama aqui pra gente bater um papo e se unir?
Fecha?
em Bate-Papo da Torcida > E o Corinthians tem donos sim: diretores e conselheiros
Em resposta ao tópico:
No Corinthians, como em outros clubes brasileiros que são associações esportivas sem fins lucrativos, o poder é dividido entre diferentes órgãos de governança:
Conselho Deliberativo: composto por conselheiros eleitos ou vitalícios, é responsável por aprovar contas, orçamentos e fiscalizar as ações da diretoria.
Diretoria Executiva: comandada pelo presidente do clube, é quem toma as decisões do dia a dia, contrata jogadores, gerencia o futebol e as finanças.
Conselho Fiscal: fiscaliza as finanças e garante que as contas estejam em ordem.
Assembleia Geral (em alguns casos): formada pelos sócios, que elegem o presidente e os conselheiros.
Na prática, o presidente tem grande poder de decisão, mas precisa do apoio dos conselheiros e diretores para governar. As alianças políticas dentro do clube costumam influenciar bastante quem realmente “manda” no Corinthians.
Embora oficialmente ninguém seja “dono” do clube — já que ele é uma associação sem fins lucrativos, pertencente juridicamente aos seus sócios —, na prática, quem controla o poder interno (os conselheiros, diretores e o presidente) atua como se fosse uma elite dirigente, decidindo tudo o que acontece: contratações, patrocínios, estádio, parcerias, etc.
Isso acontece porque:
O colégio eleitoral é restrito — poucos sócios têm direito a voto;
Muitos conselheiros são vitalícios, ou seja, não perdem o cargo facilmente;
O presidente depende do apoio político desses grupos para governar;
As chapas e alianças dentro do clube formam verdadeiros “partidos”, disputando influência e poder.
Então, embora o Corinthians não tenha um dono como clubes-empresa (ex: SAFs como Botafogo, Cruzeiro ou Vasco), quem domina o conselho e a diretoria realmente “manda” no clube, pois nada relevante acontece sem o aval deles.
O Corinthians tem donos sim, e estes jamais, vão querer perder o poder, apenas vão se alternando no jogo politico, fazendo o clube 'sangrar' e se apequenar cada dia mais, pois, cometem muitas 'patacoadas' com o dinheiro do clube e nada acontece, não há responsabilização financeiras direta aos dirigentes que fazem o clube sofrer com prejuízos incalculáveis, causados pela incompetência, desmandos inexplicáveis, muitas vezes mal intencionados, lucrando com o suor do torcedor, pois, tem a certeza da impunidade.
Com uma dívida impagável e com fortes indícios que este sistema não irá mudar, qualquer alteração acontecerá se realmente for inevitável (reforma tributária com impostos menores para SAF's em comparação as entidades associativas), ou pela via revolucionária (algo utópico, pois, a torcida aceita passivamente a atual situação).
E o Corinthians tem donos sim: diretores e conselheiros. Você que canta na arquibancada que 'É time do Povo', está iludido e ajudando a perpetuar o atual sistema . Temos que apoiar até o fim sempre, mas, precisamos ser mais contundentes no que diz respeito a atual situação política e principalmente financeira do time que tanto amamos. Ou muda por necessidade e imposição externa, ou continuará se arrastando, cada vez mais endividado, preso a um modelo político que serve a poucos — e não ao clube.
Quando (espero que nunca) o Corinthians chegar a um ponto crítico, o torcedor pode pressionar pela transformação em SAF ou modelo híbrido, mas com controle popular garantido — ou seja, que não vire apenas uma “venda” para investidores.
A ideia é exigir profissionalização com responsabilidade social: gestão técnica, mas preservando o espírito do clube do povo.
A torcida muda o Corinthians quando deixa de ser plateia e vira parte da gestão — direta ou indiretamente.
Ela pode não ter o poder formal, mas tem o poder moral, econômico e simbólico.
E quando esse poder é usado com consciência, o sistema começa a ceder.
Tem que haver alguma maneira de mudar isso. O Corinthians é um gigante mundial. O poder tem que ser de alguma maneira 'tomado' por nós torcedores.
O Corinthians só vai mudar quando o torcedor se enxergar como dono moral do clube, não apenas cliente da paixão.
O torcedor é o consumidor final do clube, decide o que compra (camisas, ingressos, planos), decide o que divulga (redes sociais, mídia, influência), pode pressionar patrocinadores e parceiros quando há escândalos ou má gestão.
Movimentos organizados conseguem gerar boicotes inteligentes — direcionados, com comunicação clara — que forçam o clube a reagir.
Em suma, a mudança começa fora dos muros do Parque São Jorge, mas precisa entrar lá com organização, legitimidade e persistência.
Vai ser lento, difícil e cheio de resistência — mas é totalmente possível. Acredite, você, Corinthiano é o único que pode salvar o Corinthians!
A mudança mais difícil: parar de normalizar o fracasso político.
O verdadeiro espírito Corinthiano é o da resistência e da coletividade, lutar contra os poderosos e não se calar diante da injustiça.
