Lucas Rodrigues
Sem fontes confiáveis e sem provas fica difícil de acreditar em qualquer coisa. Poderia você ser um braço da R&T querendo denegrir a Safiel por exemplo, entende?
'Analistas disseram', 'Segundo diversas fontes internas'... Dê nomes, fontes, informações verdadeiras, ou você vai ser só mais um que não sendo parte da solução, automaticamente faz parte do problema.
em Bate-Papo da Torcida > A engenharia do poder: Ronaldo, SAFiel e o projeto da R.E.T. Que...
Em resposta ao tópico:
Desde 2007, o Corinthians vive sob o que muitos chamam de projeto de perpetuação da R.E.T., um grupo político que se infiltrou no clube com um único objetivo: transformar o maior patrimônio popular do Brasil em um instrumento de poder e negócios privados.
O roteiro é conhecido: alianças políticas, acordos obscuros, promessas de “gestão moderna” — e uma sequência interminável de dívidas, renegociações e supostos salvadores.
Mas o saldo é sempre o mesmo: o clube mais popular do país continua sendo o mais explorado, faturando bilhões enquanto mergulha em crises fabricadas.
O início: 2007 e a ascensão da máquina
Foi ali que o sistema se consolidou. A gestão da época abriu as portas para contratos que beneficiavam um pequeno grupo de empresários e dirigentes — muitos dos quais continuam orbitando o poder até hoje.
De lá pra cá, o Corinthians já faturou mais de R$ 11 bilhões, mas o resultado líquido é estarrecedor: dívida próxima de R$ 3 bilhões e uma estrutura corroída por favores, rachadinhas e desperdício institucionalizado.
Mesmo assim, o clube sobrevive. Fatura R$ 1 bilhão por ano, mesmo em meio ao caos, escândalos e desgoverno.
Nenhum outro clube suportaria tamanho saque contínuo e ainda permanecer competitivo.
Ronaldo e SAFiel: os dois braços do mesmo corpo
O ex-jogador Ronaldo Fenômeno e o grupo SAFiel são, segundo diversas fontes internas, os dois braços operacionais da R.E.T.
Um faz o papel de “rostro público” — carismático, com imagem de sucesso e acesso direto à mídia.
O outro atua no campo técnico e político, propondo modelos de SAF e “reestruturações” que, na prática, transferem o controle do Corinthians para mãos privadas, sem investimento real de capital.
O caso Cruzeiro foi o laboratório.
Ronaldo pagou apenas R$ 50 milhões de entrada, usou o próprio faturamento do clube para quitar o restante e depois vendeu sua participação por R$ 600 milhões, sem nunca ter colocado um bilhão de verdade.
Agora, segundo observadores do mercado, o mesmo formato tenta se repetir no Corinthians — só que em escala muito maior.
SAF de verdade ou golpe anunciado?
O discurso é tentador: pagar a dívida e “salvar o clube”.
Mas, na prática, o que se desenha é a velha manobra — vender um ativo bilionário por trocados, com o próprio Corinthians bancando sua compra.
Os que defendem uma SAF legítima afirmam que o modelo correto exige:
R$ 3 bilhões à vista para quitar todas as dívidas.
R$ 3 bilhões em três anos investidos no futebol.
R$ 17 bilhões em dez anos voltados à estrutura, base e globalização.
Proibição total de usar receitas do clube para pagar a compra.
Qualquer coisa diferente disso é golpe.
O verdadeiro objetivo
Para analistas políticos e conselheiros críticos, a questão central não é apenas econômica, mas de controle.
A R.E.T. Criou um sistema onde o clube, mesmo faturando alto, nunca se emancipa financeiramente.
Dívidas se renovam, contratos se estendem e os mesmos rostos continuam decidindo — um ciclo perfeito para quem lucra com o caos.
E agora, com o Flamengo e o Palmeiras articulando dentro da CBF leis de “fair play financeiro”, a intenção parece clara:
enfraquecer o Corinthians institucionalmente, travar sua recuperação e impedir que o gigante popular volte a competir em igualdade de condições no mercado.
O risco
Se o Corinthians cair no mesmo modelo que derrubou Cruzeiro e Botafogo, perderá o controle sobre seu destino.
O clube que resiste há quase duas décadas de saques e má gestão — ainda faturando R$ 1 bilhão por ano — seria entregue, novamente, aos mesmos braços do sistema que o mantém refém desde 2007.
Como disse um ex-dirigente em reserva:
≫ “O Corinthians não precisa de salvador, precisa de limpeza. SAF só se for de verdade. Fora isso, é só mais um capítulo da velha história da R.E.T., agora com outro nome.”





