Post de Garoto no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

A ilusão também é achar que porcos e mulambos tiveram a política da austeridade durante 3..4 anos..Mentira!

O Paulo Nobre chegou investindo 200 milhões neles e a Leila chegou injetando uma boa grana neles com um patrocínio muito acima do valor de mercado e bancando contratações caras.

O Flamengo contratou jogadores caros logo em 2013/14..Elias, Chicão, André Santos, Elano, Everton, Marcelo Moreno, Guerrero, Sheik..

Nenhum dos dois ficou 4..5 anos com times modestos como muitos dizem.

Em resposta ao tópico: "Austeridade Burra: E lá vamos com o mesmo papinho"

Salve, Fiel!

Preciso desabafar algo que muita gente pensa, mas poucos têm coragem de falar. Toda vez que surge uma crise financeira num clube, aparece aquele comentarista genérico, sempre com a mesma receita pronta e preguiçosa: “tem que cortar na carne, tem que ter time modesto, ficar 5 ou 6 anos sem ganhar nada”. Na teoria é lindo, no discurso parece até responsável… mas na prática funciona? Funciona mesmo?

Vejam o caso do Santos em 2023. Entraram nessa conversa fiada de “redução de gastos” sem planejamento, sem critério, sem absolutamente nada. Resultado? Time horroroso, quase caíram no Paulista e depois foram empurrados ladeira abaixo até o rebaixamento no Brasileiro. É esse “projeto” que querem copiar aqui? Esse é o modelo?

Aí vem o discurso fácil: “ah, mas olha o Mirassol, o Fortaleza…”. Pura ilusão. Ali não é “baixo custo” — é gestão, é tranquilidade para trabalhar, é ausência total de pressão. Quero ver fazer “modelo Mirassol” com a torcida do Corinthians batendo no cangote todo dia, com mídia nacional em cima, estádio sempre cheio e cobrança 24h por dia. É outro planeta, outra realidade.

E pelo andar da carruagem, tudo indica que vamos ter um Corinthians modelo 2026: pequeno, modesto e irrelevante. Um ano onde o clube parece disposto a cortar investimento justamente no que mantém essa instituição viva: o futebol profissional masculino, o que vende camisa, lota estádio, atrai patrocinador e mantém o nome Corinthians gigante.

Só que junto dos cortes vêm perdas sérias: Memphis, Yuri, outros ativos importantes… e vem também o risco real mais real do que muitos querem admitir — de virar um candidato permanente ao rebaixamento.

A pergunta é simples:
Será que é inteligente deixar o clube menos competitivo na Série A, num dos ambientes mais pressionados do mundo, cercado por SAFs milionárias e clubes cada vez mais estruturados?
E pior: fazer “economia” entregando a gestão para conselheiros que não conseguiram organizar um clube que fatura 1 bilhão por ano? Isso não fecha. Não tem como fechar.

Sim, o clube tem que otimizar recursos, qualificar o scout, profissionalizar o futebol. Tudo aquilo que a política suja do Parque São Jorge boicota sistematicamente. Mas acreditar que “investimento mínimo” funciona num Corinthians, num São Paulo, num Grêmio… é viver no mundo da fantasia. Pressão aqui é 300 vezes maior. O erro custa caro. A conta chega. Sempre chega.

E vamos ser sinceros:
Mesmo que o Corinthians economize em absolutamente tudo — o que já é utopia com R&T e outras ratazanas agarradas no clube — vocês realmente acreditam que o clube consegue pagar 1 milhão de reais POR DIA só de juros?
Não tem milagre, não tem gestão genial, não tem corte de cafézinho que resolva isso.

A realidade é dura, mas é simples:
Ou vira SAF, ou os próximos anos serão um inferno.
Não é opinião. É um fato matemático.

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