Eliel Freitas
O que eu rio muito é de muita hipocrisia dos que reclamam dele, diversas vezes que o Corinthians ganha e ele nem foi tão bem os caras colocam o cara quase como um ídolo, do nada em um erro que o cara comete, sendo que todo o time estava mal, o cara se torna vilão. Mas é fácil resolver, próximo jogo ele da uma caneta e faz um gol ele volta a ser ídolo né?
em Bate-Papo da Torcida > O que o Bidu não entrega individualmente e taticamente
Em resposta ao tópico:
Antes de qualquer coisa, vamos deixar claro: a derrota para o Fortaleza não é de responsabilidade única de um jogador. Faltou postura coletiva à equipe, e, apesar dos problemas, o time até produziu uma partida regular e criou chances – com mérito inegável do goleiro rival.
Dito isso, é preciso falar sobre uma peça que, dentro do esquema proposto, simplesmente não se encaixa: Matheus Bidu.
No 3-5-2 que o Corinthians adota, a função do ala (ou 'ponta' de lado) é clara: recompor a lateral, dar amplitude, oferecer profundidade e, principalmente, ser uma opção de ultrapassagem pela beirada. É dele a missão de chegar à linha de fundo, cruzar e criar perigo direto na área.
E é aí que Bidu desaparece. Ele é incapaz de cumprir esse papel. Sua tendência quase compulsiva é sair da lateral e voltar para o meio-campo, 'trabalhando' a bola para dentro. Isso mata a amplitude, congestiona o meio e tira uma arma vital do sistema ofensivo.
O problema é mais grave do que em outros jogadores limitados, como Cacá ou Félix. Com eles, a torcida sabe exatamente o que esperar (ou não esperar). Bidu, porém, cria uma falsa ideia de utilidade. Ele parece correto, participa, mas no fim das contas, erra individualmente e atrapalha taticamente. É uma deficiência disfarçada, que mina o esquema pelo lado esquerdo.
Enquanto ele não entregar o básico que a função exige – correr a linha, cruzar, dar opção de largada –, o Corinthians continuará jogando, efetivamente, com um jogador a menos no ataque. E, num time que já sobra para criar, esse é um luxo que não podemos ter.



