Danilo Oliveira
Quando a escalação saiu, confesso que aquele meio-campo com característica de posse de bola me deixou com um pé atrás. Não por ser ruim — longe disso —, mas porque, se o Cruzeiro achasse brechas, pressionando dentro de seus domínios, nossa transição defensiva poderia sofrer. Mas logo no início, o Corinthians dominou, o Cruzeiro respondeu com algumas chegadas e o jogo oscilou até certo ponto, um jogo bem aberto.
Aos poucos, porém, o time foi encontrando o ritmo. Explodindo pelas laterais, com Bidon e Carrillo armando as jogadas para Yuri Alberto e Memphis, o ataque começou a ferver. E veio o gol, fruto de uma jogada trabalhada: Yuri subiu, ganhou no alto e a bola sobrou para aquele cidadão mais criticado do Brasil, aquele que tem a residência e o salário mais julgados do Brasil, o que vive de passeio para Holanda — MEMPHIS — O MIDIATICO, com calma, guardou nas redes. Alívio e celebração!
A partir daí, foi aula de controle, se não do jogo, mas das ações. O Corinthians se organizou, defendeu com inteligência e soube administrar a vantagem. Tudo passava por um Hugo seguro no gol e pela defesa compacta: Matheuzinho anulou a lateral, a dupla de zaga não deixou Kaio Jorge respirar, e Martínez manteve a cabeça fria. No meio, Maycon correu o que precisava, Carrillo jogou simples e eficiente, e o 'experiente' Bidon minerou o jogo com categoria. Na frente, Memphis e Yuri são aquela duplinha que já virou clássico — combinação pura, como queijo com goiabada.
Os reservas cumpriram bem: André Luis sentiu no começo (normal para a juventude), Vitinho e Charles entraram com objetivo, e Garro segurou a posse no ataque como deve ser.
No frigir dos ovos, até pelo equilíbrio inicial, o 1x0 saiu até barato. Dava para ser mais, mas o importante é a vitória e a atuação segura. Nada está ganho — domingo tem mais, e esperamos o mesmo empenho em casa!
Vai, Corinthians!
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