Post de Arnaldo no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Exatamente isso... Ai você entra aqui no fórum e ve a galera pedindo pra manter o elenco todo e ainda contratar mais uns 4 ou 5 reforços pra gente disputar a Libertadores...

Galera não tem noção nenhuma da situação do clube...

Tem que vender jogador... Tem que vender yuri, bidon, gui negao, André, tchoca, todo mundo... E tentar chegar o mais próximo de 100 milhões livres para o clube em cada um... Yuri é vendido por 80, bidon por 120... Tá ótimo... 100 na media... E vai pagando divida e usando a base e reduzindo folha de pagamento e acabou...

Mas a galera quer Libertadores...

Em resposta ao tópico: "Apaga incêndio hoje, explode amanhã: o Corinthians virou refém de dívida para pagar dívida"

Como torcedor, eu confesso que ver dívida sendo paga dá um alívio imediato. Transfer ban derrubado, Rojas resolvido, CNRD liberada, Félix Torres encaminhado. Beleza! Ninguém quer o Corinthians travado, mas quando você olha com um pouco mais de atenção, o filme é sempre o mesmo e o final a gente já conhece.

Esse dinheiro que apareceu agora não é milagre. É receita futura sendo usada no presente. A tal parcela da LFU não é empréstimo, ok, mas já veio menor porque tem desconto, imposto e abatimento de adiantamento antigo. Ou seja, estamos gastando hoje o que deveria bancar o clube lá na frente.

O empréstimo de R$ 150 milhões segue mordendo os direitos de TV todo ano. São quase R$ 30 milhões a menos por temporada durante cinco anos. É como se o Corinthians começasse todo Brasileirão já perdendo de 1 a 0 no caixa. Ou mais.

Aí vem a Copa do Brasil, ganha em campo, a Fiel comemora, mas metade do prêmio já vai direto pra Caixa por causa da Arena, outra parte some em imposto. O título entra pra história, mas o dinheiro mal passa pelo clube. E ainda tem bicho pra pagar.

O que essa diretoria chama de força-tarefa financeira nada mais é do que pagar dívida com outra dívida. Não é planejamento, é sobrevivência. É tapar buraco com empréstimo, adiantamento e retenção. Resolve hoje, afunda amanhã.

O mais revoltante é que isso não é novidade. É o mesmo modus operandi que trouxe o Corinthians até aqui. Só muda o discurso, porque o método é idêntico. Sempre tem um dinheiro que salva, sempre tem um problema urgente, e a conta futura fica maior.

Como torcedor, eu quero ver o Corinthians competitivo, mas também quero ver o clube parar de viver no limite. Porque do jeito que está, cada dívida paga vem acompanhada de outra maior. E uma hora não vai ter mais o que adiantar, nem o que segurar.

Se não mudar a lógica, a gente vai continuar comemorando alívio financeiro como se fosse conquista, quando, na verdade, é só mais um dia de sobrevida.

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