Mariano Yakin
Você pode estar certo. Sem dúvidas. Há um ambiente que dispensa comentários em termos de corrupção lá dentro. Agora, eu fico pensando se alguns não vão rodar, justamente para não deixar investigações de fora apurarem e entrarem no clube.
Porque pensa pela lógica: melhor alguns pagarem, do que todo mundo. Se entrar polícia no assunto, começar a fazer recolhimento de provas, pegar depoimentos e a investigação avançar, praticamente toda cúpula do clube roda.
em Bate-Papo da Torcida > Acabou. Andrés nunca será punido
Em resposta ao tópico:
O presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, encaminhou na manhã desta terça-feira à Comissão de Ética e Disciplina (CE) um relatório da Comissão de Justiça (CJ) que aponta o uso do cartão corporativo do clube para despesas pessoais pelo ex-presidente Andrés Sanchez. No documento, Tuma pede celeridade na apuração do caso e ressalta a garantia do direito à ampla defesa.
E vamos traduzir “ampla defesa” sem enrolação: é o direito do cara usar tudo que o sistema permite pra se defender — pedir prazo, contestar rito, recorrer, empurrar de comissão em comissão — até virar novela e a torcida cansar.
Acabou. Sério mesmo. Não tem a menor chance de em ano de eleição qualquer ação do clube ser feita. Nunca.
Isso deixa qualquer um indignado. O Corinthians já vive atolado em dívida, e aí aparece caso de cartão corporativo usado pra gasto pessoal como se fosse “normal”. O clube “apura” eternamente, a poeira baixa, e no fim ninguém paga nada de verdade. Sem punição firme, sem ressarcimento total e sem consequência real, a mensagem é uma só: quem é grande lá dentro pode tudo.
Só que tem um detalhe: o MP já está atuando. Isso já passou do nível “fofoca”. E num clube sério, o caminho seria o óbvio: medida disciplinar primeiro, afastamento preventivo, proteção do clube, e depois ele que prove inocência e reverta se for o caso.
E é por isso que revolta: o torcedor banca, sofre, lota estádio, compra camisa — e o sistema segue protegendo os mesmos de sempre.

