Zzba Bazz
Só invadindo e expulsando! Estamos esperando faz tempo! Nai há outra solução! Esperar po justiça esquece!
em Bate-Papo da Torcida > Reforma do estatuto do Corinthians é barrada pelo CORI
Em resposta ao tópico:
A decisão do Conselho de Orientação do Sport Club Corinthians Paulista de rejeitar o anteprojeto de reforma do estatuto do clube reacendeu um debate antigo sobre governança, concentração de poder e resistência a mudanças estruturais dentro do Parque São Jorge.
Em ofício encaminhado ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Junior, o CORI informou que o texto apresentado “não reúne condições de ser votado e aprovado”, após análise realizada em reunião no dia 5 de março, com participação do Conselho Fiscal.
O documento foi formalizado no dia 6 de março na sede do clube, o Parque São Jorge.
Segundo o ofício, em vez de permitir a votação da reforma completa do estatuto, o CORI recomendou que apenas alguns pontos específicos sejam debatidos, utilizando como base o estatuto atual.
Entre os temas sugeridos para discussão estão:
- direito de voto do associado do futebol
- participação feminina
- sistema de eleição do Conselho Deliberativo
- número de conselheiros eleitos e vitalícios
- tempo mínimo de inscrição para votar
- mudanças no capítulo do Conselho Fiscal
Na prática, a decisão interrompe o avanço de uma reforma estrutural e empurra o debate para alterações pontuais.
Nos bastidores do clube, o episódio reforçou críticas recorrentes de que o estatuto do Corinthians beneficia principalmente o próprio sistema político interno do clube, especialmente a estrutura do Conselho Deliberativo.
Alguns conselheiros passaram a ironizar o modelo atual chamando-o de “EstataTuma”, numa referência direta ao presidente do conselho, Romeu Tuma Junior.
A expressão, que ganhou força nos corredores do clube, é usada para sugerir que o estatuto teria sido moldado ou mantido de forma a preservar privilégios e influência dos conselheiros, dificultando mudanças que ampliem a participação dos associados.
A condução política do Conselho Deliberativo por Romeu Tuma Jr. Também passou a ser alvo de críticas mais duras.
Conselheiros ouvidos nos bastidores afirmam que o conselho, sob sua presidência, tem adotado uma postura excessivamente conservadora e resistente a reformas institucionais.
Entre as principais críticas estão:
Falta de avanço em propostas de modernização do estatuto
manutenção de estruturas políticas consideradas ultrapassadas
resistência a ampliar a participação do associado nas decisões do clube
Para críticos, a condução atual reforça a percepção de que o Conselho Deliberativo funciona mais como um instrumento de preservação de poder do que como um espaço de renovação institucional.
Embora o foco das críticas recaia sobre a condução política do Conselho Deliberativo, a decisão do CORI também foi alvo de questionamentos.
Isso porque o órgão, que deveria atuar como instância técnica de avaliação, acabou bloqueando a tramitação da reforma antes mesmo de um debate mais amplo no Conselho Deliberativo.
Na prática, opositores da decisão afirmam que o movimento contribui para manter o clube preso a um modelo político antigo, no qual mudanças estruturais encontram barreiras constantes.
O episódio reacende um questionamento recorrente dentro do Corinthians: quem realmente decide os rumos institucionais do clube.
Para parte dos associados e conselheiros, a dificuldade em aprovar reformas mais profundas demonstra que o clube ainda enfrenta desafios para modernizar sua governança e ampliar a participação democrática.
A reunião do Conselho Deliberativo prevista para os próximos dias deverá indicar se haverá espaço para retomar uma reforma mais ampla do estatuto — ou se o debate continuará restrito a mudanças pontuais dentro de uma estrutura que muitos já classificam como cada vez mais distante das demandas de modernização do clube.