Dylankrechjr
‘Contra tudo e contra todos’ não é um lema à toa. Quem acompanha o Corinthians sabe muito bem disso.
Ontem, pouco antes da transmissão do jogo da Seleção Brasileira contra a França, o Sportv mostrou uma arte com possíveis nomes que ainda podem ser convocados pelo Carlo Ancelotti para a Copa de 2026. E, mais uma vez, chamou atenção a ausência de jogadores do Corinthians, principalmente do Yuri Alberto.
A discussão aqui nem é se o Yuri tem ou não vaga na Copa. O ponto é outro: a falta de valorização. Estamos falando de um jogador que já foi artilheiro do Brasil, um jogador jovem, decisivo e que simplesmente parece não existir para parte da mídia quando se fala em Copa do Mundo.
Isso não acontece só com ele. O Hugo Souza, por exemplo, já foi muito mais criticado do que elogiado em rede nacional, muitas vezes de forma exagerada.
E aí fica a pergunta: o problema é desempenho ou é o clube?
O Brasil hoje claramente carece de opções em algumas posições, como laterais mais defensivos. Mesmo assim, nomes como Bidu e Matheuzinho sequer entram em debate. Fica a impressão de que, se vestem a camisa do Corinthians, já saem atrás.
Outro exemplo é o Murillo, que vem fazendo uma excelente temporada na Premier League, sendo um dos destaques defensivos. Ainda assim, quase não é citado. Enquanto isso, outros nomes são constantemente lembrados, mesmo sem o mesmo nível de desempenho recente.
Não se trata de clubismo cego, mas de coerência. Se o critério é desempenho, então que ele seja aplicado de forma justa para todos.
No fim das contas, a sensação que fica para o torcedor é clara: quando o jogador é do Corinthians, precisa fazer muito mais para ter o mesmo reconhecimento.
E aí o lema segue fazendo sentido… contra tudo e contra todos.



















