Leandro Silva
Sim, a questão da cidadania local não é automática na maioria dos países, como é aqui em caso de nascimento no Brasil. Porém, se tratando de futebol tem outras questões além disso, né... Falar que um jogador filho de imigrante que nasceu em solo francês, fez base e se formou como atleta em um clube da França, não tem o direito de jogar pela Seleção, beira a insanidade.
Também não sei como funciona a questão legal lá, se são considerados naturalizados pela origem das famílias e a questão étnica. Mas esportivamente, são 'frutos' do futebol francês. O país se beneficia de uma questão histórica humanitária e tem o mérito de formação. No Brasil não falta material humano de potencial, mas falta base e formação qualificada. É demérito nosso não termos uma geração tão boa quanto eles.
em Bate-Papo da Torcida > A seleção dos naturalizados (França) sim é a mais forte que tem!
Em citação ao post:
Também tem muito a questão cultural e legal, no Brasil, nasceu aqui é brasileiro. Mas tem país que é mais complicado, não sei se é o caso da França, mas tem lugar na Europa que se nasceu lá eles não recebe automaticamente a nacionalidade de onde nasceu. E, por exemplo, na Itália, o neto de um italiano, se nasceu em outro lugar do mundo, se cumprir com as burocracias, é italiano nato, chamam de critério de sangue.
É que como no Brasil houve muita miscigenação, e isso talvez seja menos, mas, dependendo do país, mesmo se adotar o critério do solo, os filhos de imigrantes, mesmo que nasçam no país, sofrem discriminação, os nativos não os consideram como sendo da região. Tanto que nos EUA os descendentes de mexicanos e de pessoas nascidas em outros lugares da América de colonização espanhola são tratados como latinos, não como americanos.
