Daniel Soares
O trabalho do Dorival chega ao fim com a sensação de que nunca se consolidou de verdade. Apesar dos títulos (Copa do Brasil 2025 e Supercopa 2026), o desempenho foi muito abaixo do esperado: cerca de 64 jogos, com apenas 50% de aproveitamento, números que colocam o técnico entre os piores aproveitamentos recentes do clube. Em 2026, o time não evoluiu: aproveitamento abaixo de 50%, ataque pouco produtivo (cerca de 1 gol por jogo) e um futebol pobre em criação.
O cenário recente só confirmou a queda: eliminação no Paulista, início ruim no Brasileirão e uma sequência de nove jogos sem vencer que selou a demissão. O time até tinha posse de bola, mas produzia muito pouco, passava muito na defesa, não oferecia nenhum perigo, dava muitos espaços e não mostrava padrão. Um Corinthians sem identidade, que dependia mais da pura sorte do que de jogadas bem construída ou táticas confiáveis.
Agora é olhar pra frente e procurar outros nomes, como Vojvoda e Marcelo Gallardo. Esses treinadores fazem muito mais sentido, pois o Vojvoda conseguiu salvar o Santos do rebaixamento com um elenco acabado, e o Marcelo Gallardo, pois já fez muita história no River Plate, ganhando duas Libertadores pelo clube. Já Tite não deveria nem ser cogitado, devido ao histórico recente ruim e já nos traiu uma vez, assim como Fernando Diniz, que sempre repete o mesmo ciclo: começa bem e depois perde o elenco e o controle do time. O Corinthians precisa de reconstrução séria, não apostas previsíveis.
em Bate-Papo da Torcida > O futebol fraco do Dorival em 2026 para a demissão
