Post de Leandro no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Carregador de piano nesse time do Corinthians, eu acrescentaria Raniele e Matheuzinho, mas também estão entre os que mais erram passes bobos/cruzamentos, então complica. Na frente não tem ninguém como o Árias, o que dificulta ainda mais.

A galera esquece de analisar esses detalhes. Pra aquele time velho do Fluminense ser competitivo com Marcelo gordão, Felipe Melo se arrastando e só batendo ao invés de marcar, Ganso no seu ritmo de jogador dos anos 80/90, fora o Cano sendo apenas finalizador, tinha muita gente mais jovem, correndo e entregando qualidade também. Além do Árias e do André, tinha o Martinelli que continua no Fluminense e evoluiu muito naquela passagem do Diniz. O Nino na zaga, John Kennedy como opção ao Cano e às vezes formando dupla com ele. O Keno apesar de já veterano, também era uma boa alternativa de segundo tempo. Enfim, o elenco do Fluminense era muito bom até vencer o prazo de validade de muitos desses veteranos.

Nosso elenco tem Charles, Vitinho, Pedro Raul, Gui Bundão, um monte de jogador meia-boca tecnicamente e que não correm ainda por cima. Ele vai ter que fazer um verdadeiro milagre com várias peças pra chegar naquele nível. Tanto num time base quanto em alternativas de segundo tempo, pq não tem mais como se manter competitivo só com 11 jogadores e chegar em algum lugar. Deixamos escapar muitos pontos e perdemos jogos que começamos bem, pq o banco não ajuda em nada. O Dorival mexia pra tentar buscar o resultado e a gente tomava gol.

Em resposta ao tópico: "O Fluminense do Diniz que deu certo tinha algo muito importante"

O time tinha a característica de toque e posse de bola, que é como os times do Diniz costumam jogar.

Mas esse Fluminense tinha duas engrenagens vitais para o esquema, ou melhor, dois jogadores que além de técnicos e habilidosos pra jogarem no estilo do Diniz, eram os carregadores de piano no time, as válvulas de escape em muitos momentos, os motorzinhos que davam ritmo e faziam o resto do time jogar, que foram o volante André e o atacante Jhon Árias.

O André fazia a transição da defesa para o ataque quando o time não conseguia progredir só nos toques curtos e o Árias era a formiguinha correndo sem parar por todos os lados no ataque.

Tanto é que quando o André saiu vendido, mesmo o Fluminense tendo contratado Facundo Bernal por uma bala para substituí-lo, estes são jogadores de características completamente diferentes. E aí o futebol do Fluminense foi degringolando até que uma hora o Diniz caiu.

Agora eu pergunto, o Corinthians tem jogadores com esse perfil de carregador de piano? Só consigo ver um pouco dessa característica no Bidu e no (nosso) André. Mas os demais, aí já não sei. Como o Diniz vai desenrolar esse time?

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