Post de Gustavo no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Alexandre Pato um crime? Quando pato veio para o Corinthians todos aplaudiram de pé. Era um jogador super promissor e muito novo, já tinha carreira consolidada na Europa jogando pelo Milan que era um grande bixo papão da época. Essa contratação batia de mão aberta na cara dos outros. Ninguém no Brasil tinha esse poder, foi a mesma proporção dessa vinda de plaqueta para o Flamengo esse ano. O problema começou a aparecer de 15 pra frete, onde os esquemas se escancarado

Em resposta ao tópico: "O fim do "Balcão de Negócios" e a última chance de salvação do Corinthians"

O torcedor corintiano vive, há mais de uma década, sob uma espécie de 'hipnose dos títulos'. Sim, levantamos taças. Sim, fomos ao topo do mundo. Mas a que custo? Enquanto celebrávamos, os porões do Parque São Jorge eram transformados em um balcão de negócios obscuros, onde o patrimônio do clube era fatiado para satisfazer egos políticos e comissões de empresários amigos.

Citar Andrés Sanchez e sua linhagem (Roberto de Andrade e Duilio) como 'vencedores' é um insulto à inteligência de quem paga boleto e vê o clube ser processado por marmita e FGTS. O rombo deixado por essa cúpula não é apenas financeiro; é moral.

Como explicar as contratações de Alexandre Pato, Luan e Jonathan Cafu? Não foram erros de 'avaliação técnica'. Foram crimes de gestão. O caso Luan, um prejuízo que beira os R$ 80 milhões, é o símbolo de um clube que parou de olhar para o campo para olhar para o bolso de intermediários. Cafu, por sua vez, foi o deboche final: um jogador que nitidamente não tinha nível para a Série A, mas que ganhou um contrato de elite enquanto a base era liquidada para pagar juros da Arena.

A chegada de Marcelo Paz como Diretor Executivo não é apenas uma contratação; é um pedido de socorro. Paz representa o oposto de tudo o que vimos nos últimos 16 anos. No Fortaleza, ele provou que é possível crescer com transparência, scout profissional e, acima de tudo, respeito ao dinheiro que vem do suor do torcedor.

A pergunta que fica no ar é: a Fiel terá estômago para a reconstrução? Estamos prontos para trocar a ilusão de um 'medalhão' caro pela solidez de um time operário e uma dívida decrescente?

O Corinthians não precisa de novos 'donos'. Precisa de gestão. Se Marcelo Paz tiver autonomia para barrar os interesses de agentes e estancar a sangria financeira, poderemos, finalmente, vislumbrar um futuro onde o clube pertence novamente ao seu povo, e não aos empresários de plantão.

O tempo do amadorismo precisa acabar. Ou profissionalizamos o Corinthians, ou o Corinthians que conhecemos deixará de existir.

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