Post de PoP CoRn Disco CLuB disco no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Pop Disco
Pq lá servem whisky para repórter que se comporta bem.
Pq lá tem um técnico que não dá boi para jornalista.
Pq lá tem uma presidente que peita a mídia.
Pq lá tem dinheiro sobrando.
Pq falar mal do Corinthians da mais ibope do que falar mal do Palmeiras.
Somos 35 milhões contra 190 milhões
Em resposta ao tópico: "Por que a Imprensa aplaude o Palmeiras e condena o Corinthians?"
Você quer a verdade? Senta aí. Porque o que vou te contar não é bonito, mas é real.
A imprensa esportiva não ama o Palmeiras. Ela lambe as botas do Palmeiras. É diferente. E detona o Corinthians com um prazer que beira o doentio. Pode anotar.
O Palmeiras pode fazer o que for. Se ganha, é lindo. Se perde, foi azar. Se o juiz marca pênalti a favor, foi visão de jogo. Se marca contra, foi roubo. A análise tática do time alviverde sempre tem profundidade. Os caras chamam de “projeto”, de “planejamento”, de “gestão moderna”. O técnico é gênio. A diretoria é competente. O estádio é uma obra de arte. Até a grama do Allianz vira pauta de matéria especial.
E os jornalistas? Ah, esses andam com um lenço no bolso para limpar a baba. Quando o Palmeiras vence, as manchetes vêm com adjetivos de dicionário de poeta: “avassalador”, “imponente”, “monumental”. Quando perde, o texto vem macio, como se fosse um atestado médico para não magoar o paciente: “o time sentiu a maratona”, “teve um dia infeliz”. Nunca é incompetência. Nunca é soberba. É só um tropeço. Coitado.
Agora muda o canal. Fala do Corinthians.
O Corinthians pode estar invicto há dez jogos. A imprensa vai destacar o único gol que tomou. Pode vencer um clássico com um a menos. A manchete vai ser sobre a expulsão. Pode levantar taça. No dia seguinte, a primeira pergunta para o técnico é sobre quem não jogou bem.
Os caras têm um radar para o erro do Corinthians. O goleiro faz uma defesa milagrosa: silêncio. Faz uma saída de bola errada: reprise em câmera lenta, análise de três especialistas, comparação com o erro de 2015 e enquete no ar. O atacante perde um gol: os caras tratam como tragédia grega. O zagueiro falha: pedem a aposentadoria no intervalo.
A diferença está na entonação. É no microfone. É no olhar. O narrador quase chora quando o Palmeiras leva perigo. E quase ri quando o Corinthians sofre um gol. Nos programas de mesa-redonda, os debatedores têm um tratamento especial para o time do Parque São Jorge: venceram, mas não convencem. Perderam, era esperado. Ficaram no empate, crise na Gaviões.
E a cereja do bolo : as comparações históricas. Quando o Palmeiras ganha dois títulos seguidos, é “era vitoriosa”. Quando o Corinthians faz o mesmo, é “sorte e aproveitamento” . A imprensa esportiva brasileira construiu uma narrativa de que o Corinthians é bagunça, raça, sofrimento, e o Palmeiras é organização, técnica, excelência. Só que a excelência pode ser chata, e a bagunça, às vezes, ganha.
Mas o jornalista não perdoa. Porque torcer, ele torce, mas disfarça. E, no disfarce, a injustiça vira rotina.





