Quase Tm
Vejam bem, meus amigos, a vida como ela é. O futebol não é uma ciência exata, é um drama de subúrbio, uma tragédia grega encenada no asfalto quente de Itaquera. O que vemos hoje nas redações, sob o verniz de uma isenção higiênica, é o 'clubismo estrutural'. É o ódio que não ousa dizer seu nome. Não é a paixão pelo próprio pavilhão, mas o ranço purulento pelo vizinho. É uma obsessão cega, um fantasma que habita o inconsciente do cronista e range os dentes cada vez que o Corinthians respira.
É claro, dirão os cínicos, que a diretoria alvinegra colabora. Ah, as diretorias! Corredores escuros, acusações de corrupção que brotam como erva daninha, envergonhando o operário que tira o pão da boca para ver o time. É uma gestão que caminha no fio da navalha, entre o caos e a desonra. Mas nem o erro administrativo justifica o veneno destilado pela nossa elite da crônica.
Subamos as cortinas. Vamos ao desfile das vaidades e dos traumas:
1. O Monarca do Ressentimento: Mauro Cezar Pereira
No topo do pódio, não poderia estar outro. Há nele uma desonestidade intelectual que brilha como um diamante falso. O drama do flamenguista é o espelho: a torcida do Corinthians é tudo o que a dele queria ser, mas não é. Esse incômodo gera uma perseguição doentia, especialmente contra o goleiro Hugo. Ele olha para o passado dos outros com lupa e para o seu com venda nos olhos. É o influencer da amargura, que reclama do povo e do jogo, esquecendo que o futebol nasceu do suor, não da planilha.
2. A Fúria Verde: Danilo Lavieri
Desde que o Corinthians dobrou o Palmeiras em 2025, Danilo vive em transe. Ele condena a Neo Química Arena com o rigor de um inquisidor, mas silencia sobre o estádio vizinho — aquele que vendem o nome e depois arrendam o próprio chão. Persegue Hugo com a sanha de quem queria o 'gigante' Carlos Miguel na Seleção, aquele que nunca se abaixou para catar uma bola rasteira, talvez por puro tédio aristocrático.
3. A Chaga Santista: Leonardo Fontes
O santismo nele é uma ferida aberta. As goleadas sequenciais, aquele 7 a 1 que ecoa na eternidade, deixaram sequelas que a razão não cura. Ele não analisa o Corinthians; ele se vinga dele em cada frase, em cada adjetivo, como um menino que ainda chora o gol que tomou no recreio e nunca superou o fim do reinado da Vila.
4. O Carrasco de Luvas de Pelica: Paulo Massini
O palmeirense educado, o homem que mata com a polidez. Sugeriu, com a maior das gentilezas, que o Corinthians vendesse seus pilares por qualquer tostão e jogasse o Brasileirão com o sub-21 — o caminho mais curto para o abismo da Segunda Divisão. Um dos maiores detratores de Memphis Depay, sua última pérola foi questionar se 'dá para ser civilizado em Itaquera', como se a civilidade fosse uma questão de CEP, e não de caráter.
5. O Cruzado Rubro-Negro: Rodrigo Mattos
Ele se libertou da vergonha de torcer pelo Flamengo e agora vive a missão de fustigar quem ousa desafiar a hegemonia de seu time. A torcida corinthiana lhe causa um desconforto físico, uma urticária retórica que ele não consegue esconder. É o jornalismo de trincheira fantasiado de análise financeira.
6. A Culpa Cristã: André Rizek
O caso mais patológico: o corinthiano que pede desculpas por existir. Rizek vive para provar que é 'isento', e para isso, pune o próprio sangue. Em 2013, queria a punição da instituição por uma tragédia causada por uma besta isolada. Recentemente, demonstrou um desconhecimento atroz da história do clube para vangloriar o Vasco. O Vasco merece flores, sim, mas não às custas do desprezo pela memória alvinegra. Rizek é o homem que apunhala o pai para ser elogiado pelos vizinhos.
7. O Cobrador do Universo: Eduardo Tirone
O ódio velado, cozido em banho-maria. Tirone fala da dívida da Arena como se fosse o dono do cartório. Mente sobre o salário de Memphis, incluindo até a paçoca do lanche no balanço final para inflar os números. Mas seu silêncio sobre o São Paulo é sepulcral. Esqueceu que em 2009 a prefeitura quase retomou o terreno do Morumbi e o juiz disse que o clube faliria sem aquela benesse? Ele nunca citou o caso. Para Tirone, o pecado só existe do lado de lá do rio.
É o clubismo estrutural, meus amigos. O jornalismo esportivo tornou-se uma vitrine de recalques. Eles não odeiam o Corinthians pela bola; odeiam porque o Corinthians é o povo, é o imprevisto, é o susto. E para essa gente de nariz empinado, nada é mais ofensivo do que a alegria daqueles que eles decidiram condenar. O Corinthians incomoda porque, mesmo ferido por sua própria diretoria, ele insiste em não pedir licença para ser gigante.
em Bate-Papo da Torcida > Conheça o ranking dos jornalistas anti-Corinthians; é o clubismo...









