Carlos Filho
O balanço de 2025 escancara o que muitos dirigentes tentaram esconder com discurso, promessa e marketing: o Corinthians está financeiramente doente.
Um clube que arrecada mais de R$ 800 milhões no ano não pode fechar com déficit de R$ 143 milhões e dívida bruta de R$ 2,7 bilhões. Isso não é azar. Isso é má gestão. É incompetência acumulada. É política interna destruindo o clube por dentro.
A culpa não é apenas da diretoria atual. É também das anteriores, que empurraram dívidas, fizeram apostas irresponsáveis, gastaram mais do que podiam e trataram o Corinthians como palanque político. Cada gestão prometeu arrumar a casa. Quase todas entregaram mais dívida, mais dependência de venda de jogador e mais improviso.
O ponto mais grave é a auditoria apontar risco operacional. Em português claro: o clube pode ter dificuldade real para continuar funcionando de forma sustentável se nada mudar.
Isso deveria causar revolta em todo corinthiano.
O Corinthians virou refém de dirigentes pequenos diante de uma torcida gigante.
Não dá mais para fingir normalidade.
O modelo atual fracassou.
Ou o clube passa por uma mudança profunda de governança, com profissionalização real, controle externo, responsabilização de gestores e debate sério sobre SAF , ou vai continuar afundando.
E se a política interna continuar protegendo os mesmos grupos de sempre, talvez seja hora de discutir até medidas mais duras, como uma reorganização judicial ou intervenção cabível, para impedir que o Corinthians seja destruído por dentro.
O Corinthians não está quebrado por falta de torcida. Está quebrado por excesso de irresponsabilidade.
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