Henrique Zanin
Dono de uma técnica refinada, magro, corre de um jeito meio estranho. Não é rápido, mas não é lento. Não é volante, mas também não é armador.
Somos uma torcida que, reconhecidamente, exigimos bastante de nossos filhos do terrão, muitas vezes sem paciência. Há tempos que, em grupos de Corinthians de WhatsApp eu discuto e 'apanho' muito por defender Breno Bidon. Ontem, graças a Deus, eu ganhei um reforço sobre o que sempre defendi: Fernando Diniz.
A gente criou um mantra imbecil de que não combina Garro e Bidon no mesmo time . Bidon é o jogador silencioso, não será nunca protagonista. Mas ele sustenta o time onde jogar. Seja fechando os espaços pela direita, seja quebrando o galho no lugar do Garro, seja deslocado na esquerda. Isso porque tem uma inteligência muito acima da média e uma leitura de jogo ainda melhor: ele se doa pelo time. Se esta difícil ele se fecha atrás para que Garro possa ter liberdade e ser eleito o melhor em campo e daí, nas avaliações vem que ele 'esteve abaixo do que pode'. Ele, para mim, foi o melhor em campo contra o Peñarol, tanto pela aplicação tática, quanto pelos números: desarme, drible, etc. E tem uma qualidade que poucos meio-campistas tem: ele consegue clarear o meio com um drible que ele já pensou antes de receber o passe.
Obrigado, Diniz por extrair o melhor dele. E obrigado a quem teve paciência de ler até o final. E, claro, obrigado Bidon, filho do terrão.
















