Raul Silva
Esse é o principal problema dos treinadores brasileiros.
Eles mimam, tem o estilo paizao mas trabalham pouco variações táticas, mudança de esquema durante a partida, mudança deposicionamento de atletas sem mexer no time, mudança de jogadores por rendimento.
Nas primeiras dificuldades, os reservas não estão esperando oportunidades porque não vê no treinador alguém que vá fazer mudanças. Ai fica difícil um treinador que fica 6 meses fazendo as mesmas, com os mesmos jogadores coisas, buscar soluções.
em Bate-Papo da Torcida > Pouco se fala desse problema do Diniz
Em resposta ao tópico:
Na verdade, nem é um problema do Diniz em si. É um problema do futebol brasileiro que, no fim, sempre acaba caindo nas costas do técnico.
Ele chega, implanta o estilo de jogo dele, mas pouco tempo depois começa a perder peças importantes do time. Aí podem falar: “Ah, mas qualquer técnico passa por isso, ele tem que se virar como todos os outros”. E é verdade. Porém, no estilo de jogo do Diniz isso pesa muito mais.
O modelo dele depende de entrosamento, de jogadores que se conhecem bem e entendem os movimentos uns dos outros. Quando entram peças novas, muitas vezes sem o mesmo nível técnico, tudo fica mais difícil de encaixar rapidamente.
Foi assim no Fluminense depois da saída do André e no Vasco, com as saídas de Vegetti, Coutinho e Ryan. Como querem que ele mantenha o mesmo estilo jogando com reservas desses caras ou com jogadores que ainda precisam de tempo de adaptação?
E isso provavelmente vai acontecer aqui também. Nessa pausa da Copa, devem sair Yuri, Memphis e provavelmente André e/ou Bidon. Já venho do futuro para dizer que o rendimento do time vai cair, mas ninguém vai levar isso em consideração quando começarem a pedir a demissão dele.
Enfim, isso é futebol brasileiro. Ainda mais em um clube quebrado financeiramente como o Corinthians.
Então aproveitem esses últimos jogos do Dinizismo.
