Quase Tm
A noite de ontem foi uma bofetada na cara da Fiel, um soco direto no estômago da nossa dignidade. O placar de 3 a 1 para o Botafogo não foi apenas uma derrota tática, mas o retrato nu e cru de uma apatia que sangra o manto sagrado. Falta a essa gente a fome de bola, a obsessão divina que transforma o atleta em herói e o jogo em guerra.
O que se viu em campo foi um desfile de corpos presentes e almas ausentes. Yuri Alberto, Hugo, Matheusinho e quem mais quiser entrar na lista do desapego, escutem bem: o Corinthians não é sala de espera para o aeroporto. Não é vitrine para seduzir o Velho Continente enquanto o torcedor chora lágrimas de sangue na arquibancada. Quem está com a cabeça na Europa, sonhando com euros e holofotes distantes, faça um favor a si mesmo e à nossa história: vaze! Pegue o primeiro voo. O Parque São Jorge não suporta o morno, não tolera o jogador de condomínio que teme a dividida e joga com o freio de mão puxado.
Vista a camisa quem tiver o peito inflamado de paixão e a pele pronta para o sacrifício. O Corinthians é uma força da natureza, uma religião de loucos que desafia a própria lógica do universo. É maior que qualquer sobrenome, maior que qualquer salário astronômico, infinitamente maior do que a vaidade efêmera de vocês todos.
Ninguém é insubstituível na Neo Química Arena, a não ser o próprio povo que nunca abandona o barco. Se a Europa é o seu paraíso, vão com Deus. Mas deixem o gramado para os fortes, para os puros, para os que entendem que jogar no Timão é uma questão de vida ou morte.
em Bate-Papo da Torcida > Yuri e os demais: Timão não é sala de espera de Aeroporto.




