Magno Amoreira
A corte suprema do MP acaba de ratificar as investigações e a possível intervenção pública no Corinthians. Os pontos levantados dizem respeito às administrações de pelo menos 16 anos atrás até a mais recente. Fala de irregularidades, crimes e encobertamento dentro dos órgãos diretórios.
Mas você já parou pra medir os efeitos no clube? Vou tentar citar alguns
PASSADO : vai se abrir a caixa de pandora. Contratos, comissões, contatos, gastos, ganhos, responsáveis...tudo vai ter que vir á público. A investigação tem caráter pretérito. Abrangerá arquivos há muito 'engavetados' sobre es gestões investigadas. Se o clube se recusar poderá configurar obstrução de justiça, podendo ser até declarada prisões preventivas. Será um 'limpa'.
Os esqueletos serão tirados do armário e será a base para os pedidos de ressarcimento. A lei que regula entidades coletivas prevê a desconsideração da pessoa jurídica quando houver por parte da diretoria executiva má fé e crime que lesem a firma e os demais associados, trazendo para à execução os bens pessoais dos diretores. Ou seja, pagarão do próprio bolso.
PRESENTE: Serão afastados TODOS os investigados e cúmplices que possam vir a lesar o clube durante o processo ou atrapalha-lo. A administração pública deverá ouvir uma indicação do próprio clube para nomear um curador, e esta pessoa tem que ser idônea, e de fora dos campos de influência dos afastados e investigados. Caberá a justiça aceitar o curador, ou ela própria nomear com base técnica e moral alguém do ramo, com total imparcialidade.
O estatuto será suspenso e o clube será regido por regime de exceção. Que pode até determinar, mesmo sendo difícil em liquidação do cenário atual, para uma constituição de nova sociedade, visto que muito sócios estarão impedidos de atuar e até sofrer processo de afastamento/banimento.
FUTURO: Aqui reside algo que poucos atinam. O curador terá responsabilidade sobre a administração do bem, ou da entidade que tutela. Deverá prestar contas continuamente de gastos e receitas do clube.
Isso implicará em regime cerrado de gastos. Contratações? Difíceis. Responsabilidade financeira absoluta. Medidas como extinção de modalidades de quadra e que não trouxerem retorno podem ser usadas. O clube social possivelmente será passado à limpo e pode ter, finalmente, suas contas em separado, à medida que é uma das fontes de desequilíbrio financeiro.
Haverão anos de vacas magras, sem manobras. A base será essencial. E vendas de jogadores serão feitas, com análise de preço de mercado, e não por talento ou futuro.
Será tudo na ponta do lápis.
Não será só flores. Cabe termos paciência e apoiar como sempre dentro das 4 linhas.
Tempos difíceis para colher no futuro. Quanto tempo? Não arrisco prever. Não é minha área. Mas torço que seja o mais breve possível
em Bate-Papo da Torcida > Intervenção judicial e seus efeitos sobre passado, presente e futuro






