Wesley Mateus
Boa análise.
Só que o que precisa acontecer, nem é ter tanta pressão para ganhar esse ano.
O que precisamos é jogar todos os anos. Não caiam nessa que o Corinthians não é ninguém nessa competição, por muitos anos era um campeonato irrelevante. Tudo começou a mudar sobre a Libertadores quando o São Paulo ganhou em 91, aí a TV começou a mostrar cada vez mais e ano após ano o interessante de todos aumentando, e hoje sim temos enraizado o interesse de todos por esse campeonato. É bem parecido com a Copa do Brasil, que foi alavancada pra grande interesse após 1995 com o título nosso e o SBT transmitindo.
Nosso problema tem sido jogar pouco.
em Bate-Papo da Torcida > Chaveamento do Corinthians foi bom e te digo o porquê
Em resposta ao tópico:
O Corinthians é o famoso Robin Hood do futebol: tira dos grandes e entrega para os pequenos.
Na Libertadores, costuma acontecer isso com eles. É sempre um vexame. Entram de salto alto e, quando percebem, já levaram duas bordoadas e não sabem mais para onde correr, como aconteceu contra o Platense. É sempre a mesma história.
Aí ficam todos nervosinhos, errando passes de meio metro, caindo na pilha de um lateral folgado até alguém ser expulso. Depois, começam a rodar a bola, cozinhando um jogo tenso, e acabam tomando um gol de contra-ataque depois dos 40 do segundo tempo para sacramentar a derrota.
Em compensação, o Corinthians sabe jogar jogo grande. O ambiente no Corinthians fica diferente . Claro que não é uma ciência exata, mas o Corinthians é o famoso "não deixa chegar". Se embalar e encarar cada partida como uma guerra, vira um time encardido de enfrentar. E o Diniz é bom em criar esse tipo de mobilização.
Acho que esse caminho das pedras é o mais coerente para o Corinthians na Libertadores . Não vai ter moleza; vão precisar entrar ligados em todos os jogos, porque sabem que qualquer vacilo pode ser fatal. E é justamente nesse cenário que o Corinthians costuma crescer.