Post de Flávio no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Flávio Vieira
Os grandes talentos do passado vieram dos jogos no terrão, no campinho do final da rua onde o travessão caia na cabeça do goleiro, no campinho no asfalto onde os gols eram de chinelos e o jogo parava pros carros passarem, daquele concreto puro que chamávamos de quadra, daqueles gramados cheio de cupinzeiros e os quero queros dando rasantes e protegendo os filhotes, de jogar bola até a mãe te buscar com a havaianas na mão, da tampa do dedão que não sarava nunca, dos jogos épicos valendo uma coca cola, dos históricos jogos 'clássicos' entre as ruas do bairro, enfim, tudo isso praticamente acabou, e junto, acabou a soberania do brasileiro no futebol.
Hoje o futebol é a cara do tal de Raphinha, aquele da necessaire cheia de creminhos (muita frescura, muito mimimi e zero futebol de verdade).
Em resposta ao tópico: "Ruas, campinho de terra, terrenos baldio eram a melhor fabrica de jogadores"
Quem aí é um pouquinho mais antigo lembra dos olheiros que iam à várzea tentar descobrir jovens promessas e encontravam diversos jogadores?
Quem aí se lembra do sonho de passar na peneira da Portuguesa? A malícia da rua era outra, e a vontade de ganhar uma simples Tubaína era imensa. Até pelada rolava; os tiozinhos paravam para ver os jogos de crianças e adolescentes.
Hoje, só há jogador mimado de condomínio. O resultado é esse aí: o diferencial que o brasileiro tinha acabou. Nunca mais o Brasil vai ter os talentos que já teve. E, só para lembrar, até o fim da década de 1990, o futebol brasileiro era o mais gostoso de assistir.
Quem viu, viu! Quem não viu, vai ver Neymar, Vini Jr. E companhia.
E digo sem medo de errar: qualquer jogador mediano dos anos 1990 se equipara ou é melhor do que os jogadores atuais do Brasil.








