Marco Silva
Por isso é quase impossível que se chegue a bom termo em qualquer mudança da situação atual, sem uma intervenção externa.
Todos que tem ou tiveram alguma participação em tudo de ruim que foi feito ainda tem poder pra barrar qualquer tentativa de alterar a forma como tudo é feito dentro do PSJ.
Preferem manter o status do que salvar o clube, sugando o que puderem até o barco afundar de vez.
em Bate-Papo da Torcida > Dos crimes cometidos contra o clube, e dos crimes omissivos
Em resposta ao tópico:
Em matéria penal existem duas vias para se ferir a lei, a norma. Uma é a postura comissiva, onde o réu age para lesar, atingir um bem. E há os omissivos, onde uma parte se cala ou não atua diante do cometimento de um crime.
Em matéria de omissivos há duas divisões também. Para ser menos técnico vou ser direto. Há os que PODEM atuar, e há os que DEVEM atuar pra inibir o cometimento do crime.
Muito se foca, quando se trata dos crimes COMETIDOS contra o Corinthians. Até agora os mais fortes são os de uso do cartão do clube. Há enormes suspeitas e indícios sobre contratos, gastos, ingerência. O Ministério público está tentando acesso para conhecer à fundo os bastidores das administrações desastrosas que levaram o clube à uma situação de falência.
Mas onde quero focar é nos crimes OMISSIVOS dentro do clube. Afinal, o Corinthians tem setores, institutos e diretores responsáveis pela FISCALIZAÇÂO em diversas áreas. Onde estavam e o que fizeram os que deveriam zelar pela saúde do clube, e porque não atuaram para impedir. ONDE? E POR QUE? Tinham o DEVER de agir.
Se formos olhar desse prisma, quase NENHUM sócio-diretor se safará de responsabilidade.
O atual presidente de um conselho, era vice da chapa administrando. O ex do marketing virou presidente. Ex presidentes são conselheiros. TODOS SÃO VELHAS FIGURAS QUE ATUAM HÁ, NO MÍNIMO, 20 ANOS. Ou seja, todos estiveram envolvidos em todos os processos. Todos, ou 98% deles ou atuaram ou se omitiram para o clube ser quebrado.
Se os processos forem mais amplos, as denúncias forem mais profundas, pouquíssimos se salvam.
De todos os nomes que se levantam na política do parque São Jorge, não lembro de um que não estivesse envolvido anteriormente de alguma forma.
Se pedir para que mostrem as mãos, todas estarão sujas.


