Daniel Mendes
Acho engraçado que estamos tornando nosso futebol 'europeu', jogando por uma bola, com laterais defensivos, 3 volantes pra armar e obediência tática
E os europeus pegam algum país africano e colocam jogadores de habilidades nas pontas, como a França, ou seja, tornando o futebol deles 'mais brasileiro'
Empresários estão felizes, e vão fazer muita grana até esgotar a paixão dos torcedores com tanto perna de pau.
em Bate-Papo da Torcida > O futuro do futebol brasileiro é sombrio
Em resposta ao tópico:
No Brasil, a proporção é dura: de cada 7.000 crianças que entram (ou conseguem entrar) nas categorias de base, apenas 1 chega ao profissionalismo. Isso representa uma taxa de sucesso de aproximadamente 1,5% no geral, e esse número despenca para 0,01% quando se trata de alcançar a elite do futebol.
E, mesmo entrando, se não tiver que.I. (quem indica), dança.
Aí surgiram os empresários, os patrocínios, as escolinhas de futebol e, quem não pode pagar, dança. Antes, os talentos eram encontrados em peladas ou campos de várzea, campos esses que, em sua maioria, viraram torres e condomínios. Aí entram a tecnologia, o celular, a internet, os games de última geração e já era a fábrica de talentos.
E hoje o foco dos empresários e dos clubes é exportar a garotada antes de amadurecer aqui, fazendo o jogador perder até a identidade com o Brasil, tornando-os frios e mercenários.
Aliado a isso, há uma enxurrada de estrangeiros como jogadores e treinadores, tirando a vaga dos brasileiros e mudando totalmente o estilo brasileiro que sempre fez sucesso. Agora me aparece o Ancelotti e faz o Brasil ter 34% de posse de bola, com uma postura tática ridícula.
Vamos virar uma seleção que corre, se defende, espera, joga por uma bola, não dribla e não tem talento. Bem-vindos à nova era do futebol europeu.
Aí, nas convocações, em vez de pesarem os melhores do momento, entram o passado, a amizade, o patrocinador etc.
E, tirando o Neymar chorão, olhando a reação dos jogadores do Brasil na eliminação, estava tudo frio e cagando. Tanto que ninguém quis dar entrevista depois do fiasco. Tanto faz ganhar ou perder.
E, sobre ganhar Copa, quem viu, viu.


