Augusto Melo
Isso dificilmente vai funcionar aqui. A galera acha que o Brasil é Inglaterra ou França, onde faz sentido uma empresa dessas investir pesado nos clubes. A realidade é outra.
Pega a Emirates como exemplo. Todo ano tem gente sonhando com patrocínio, mas qual é o mercado deles no Brasil? É minúsculo. Pra eles não faz sentido gastar milhões pra estampar a marca num clube brasileiro.
O interesse dos caras é outro. Eles querem identificar os melhores talentos, levar as joias cada vez mais cedo pros grandes centros e pronto. O futebol brasileiro acaba sendo muito mais um fornecedor de jogadores do que um mercado prioritário pra esse tipo de investimento.
em Bate-Papo da Torcida > Sobre a ideia de um fundo árabe comprar o Corinthians
Em resposta ao tópico:
Como você acha que seria se isso acontecesse? Investimentos pesados, de bilhões, para ganhar todos os campeonatos possíveis ou simplesmente um clube satélite, como o Bahia, que serve apenas como formador e fomentador de talentos para a Europa? Para o Bahia, isso serve muito bem, mas, para o Corinthians, isso seria suficiente?
Lembrem-se de que o Corinthians disputa o Campeonato Brasileiro, um dos mais desorganizados do mundo, e que não atrai o interesse dos grandes empresários estrangeiros para altos investimentos, exceto na formação de atletas.
Se o Corinthians tivesse que ter um dono, eu gosto mais da ideia de que um corintiano bilionário, com identificação com o clube, fosse esse proprietário. Assim, a vontade de conquistar títulos e tornar o Corinthians cada vez mais protagonista seria maior, e o clube não seria apenas um satélite de equipes da Europa, como acontece com o Bahia e o Botafogo em seus respectivos grupos. Mas cadê esse corintiano?
Enfim, é um ponto a se pensar.


