Post de Augusto no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Augusto Melo
As receitas acompanharam esse aumento. Nesse período teve o boom das bets, patrocínios muito maiores, premiações e direitos de TV crescendo.
Em 2017 o master do Corinthians era uns R$ 30 milhões com a Caixa. Hoje já falam em contratos de R$ 150 milhões. É natural que os salários também subam.
Hoje jogador não é só jogador, a imagem dele também gera dinheiro, atrai patrocinador, vende camisa e dá visibilidade.
Pra mim o problema nunca foi salário alto. O problema é clube que arrecada X e quer gastar como quem arrecada 3X. O que quebra os clubes não é pagar muito, é a bagunça financeira e gastar mais do que consegue.
Em resposta ao tópico: "Salários no futebol estão completamente fora da realidade"
Não estou nem dizendo em comparação aos salários de pessoas trabalhando em profissões mais cotidianas, como provavelmente a maioria de nós. Estão fora da realidade para a realidade do próprio futebol.
Eu lembro que a pouco tempo atrás, havia um teto salarial no clube: ninguém ganha mais que o Cássio. Isso talvez em 2020?
Isso me deixou curioso, e decidi procurar um pouco mais.
Em 2018, o teto salarial era de $500 mil. Isso a época era cerca de 8x mais que o salário do presidente da república (se não me engano). Pra mim, um completo absurdo.
Avançando pra 2020, o teto salarial deveria ser bem parecido, ou seja, cerca de $500 mil.
Em 2022, aumentou cerca de 50% em comparação a 2020, subindo pra cerca de $750 mil (10x mais que o presidente da república):
Em 2023, com Renato Augusto e Yuri Alberto, o teto subiu para cerca de $1mi, ou seja, 25% a mais que o ano anterior. (Não achei fonte aqui, isso é de memória mesmo)
Já em 2024, com Augusto Melo, esse valor subiu pra cerca or algo em torno de $2mi, com Coronado e Depay.
Isso me faz pensar onde essa parada vai terminar? Os salários aumentaram em mais 5x entre 2018 e 2024. Isso sozinho não é sustentável. Isso também não deve mudar, já que parece ser o novo normal para o futebol brasileiro. A questão que fica é: isso é sustentável? Não só para o Corinthians, mas para o futebol interno







