Post de sergio no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Sergio Ricardo
O Cristóvão virou o saco de pancada
Em resposta ao tópico: "Elias e a gourmetização da Fiel"
João Gonzales, do Paixão Maloqueira
9 de agosto de 2016,11:45
Ontem eu estava no Pacaembu. Assisti ao primeiro tempo mais próximo da Gaviões da Fiel e o segundo tempo na Camisa 12. As organizadas, como sempre, não pararam um minuto de cantar e apoiar o Corinthians contra o Cruzeiro. Só que, aos 33 minutos da segunda etapa, algo me tirou do sério. Após Cristóvão sacar Romero e colocar Marlone (ao meu ver, uma substituição correta, que poderia até ter ocorrido mais cedo), uma grande parte da numerada e alguns no tobogã começaram a entoar o grito de “BURRO! BURRO!” para o treinador. Isso me deixou puto, com o perdão da palavra.
Parece que QUALQUER substituição que Cristóvão fizesse, a torcida chiaria. Uma predisposição para críticas já está ocorrendo com Cristóvão. Alguns mauricinhos mal acostumados, que se habituaram a ver o Corinthians sempre vencendo e convencendo, esqueceram a essência e a originalidade de ser corintiano: apoiar até o último instante, respeitar e incentivar até o final.
O Corinthians jogou bem? Não. Cristóvão demorou para mexer no time? Sim. Só que nós somos Corinthians! Como que a torcida para de cantar para xingar? Sério, não consegue entrar na minha cabeça. Tem alguém que ainda não saiba que o Corinthians possui um elenco limitado e que não vai passar muito disso? A culpa desse sofrimento para empatar com o Cruzeiro em casa é mais da diretoria, que não reforça a equipe, do que de quem está em campo tentando alguma coisa. Fiquei nervoso com André, Romero e companhia, mas são poucas as coisas que me fazer perder a cabeça e xingar o atleta (viu, Pato? ).
Fico preocupado com o futuro da torcida corintiana, que parece estar mais gourmetizada do que nunca. Somos um clube enorme com uma camisa pesadíssima, mas isso não nos impede de às vezes sofrer um pouco. A posição na tabela do Brasileiro anima, mas não ilude. Sejamos francos, você acredita mesmo em título?
Espero que os fanfarrões que gritaram na orelha do Cristóvão deem ouvidos também a Elias, que representou muito bem a alma do corintiano. Ficamos famosos, não é à toa que nos tornamos FIÉIS. Na alegria ou na tristeza estamos ali cantando junto, não jogando amendoim na cabeça do treinador. Tá na hora de uma lavagem cerebral nessa nova geração de torcedores que não entende o que é a paixão enraizada em todo maloqueiro sofredor. Ainda há esperança, mas é hora de mudar.
“A gente prefere que quebre nosso carro no dia seguinte a vaiar os 90 minutos em campo” - Elias, em entrevista pós-jogo.
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