Post de Juliano no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Juliano Duarte
Há vários pontos á se questionar primeiro que o sol estava enorme e jogar com marcação alta seria fatal, segundo como relatado na análise faltou pontaria e isso é treino e como todos nós sabemos o Léo não teve pré temporada e esse menino é um futuro promissor sendo bem trabalhado e já sobre Ruimero melhor nem comenta fraco e terceiro contra o Audax tem que deixar mesmo os caras jogar e errar como erraram muitas vezes e ai um pouquinho só bem colocado teria marcado mas gols.
Obs: Se jogamos na retranca como somos os primeiros em finalizações.
Em resposta ao tópico: "Olha essa análise, por Luís Butti"
BANDO DE LOUCOS: REATIVO SIM. E POR QUE NÃO?
'O Corinthians atacou em chances reais de gol quase dez vezes, passando muito longe de ser retranca. Mas muito'
Uma das maiores polêmicas em discussões táticas no Brasil é convencer o grande público da diferença entre uma equipe reativa e uma equipe retranqueira, medrosa. Erroneamente se credita o medo, a pequenez e a cautela para equipes que optam por jogar com o posicionamento atrás da linha da bola.
No último sábado, o Corinthians gerou uma imensa polêmica nas redes ao atuar de forma reativa contra o Audax. O Timão venceu por 1x0 fora de casa, mas muitos torcedores acharam uma grande afronta o Corinthians deixasse um time menor comandar a posse de bola, jogando atrás da linha.
Confesso que não vejo problema algum. Vejo é inteligência.
Não é negócio pressionar o Audax acima da linha da bola. Subir as linhas, liberar os pontas. Evitar dar o campo para Fernando Diniz pode até ser um ato de gigantismo institucional, mas não é lá muito vantajoso, em um tempo que se exige um Futebol cerebral.
Num pensamento porteño, o Corinthians foi até certo ponto Bilardista (Menottismo x Bilardismo, lembra? ). Não atuava com três zagueiros, é verdade. Mas dava campo para que matasse o jogo com contra-ataques fatais. Se Léo Jabá e Romero estivessem calibrados, poderia facilmente ser cinco ou seis.
Mas não estavam. E, num equivoco tremendo, pareceu retranca.
Retranca é abdicar do jogo. Não partir nem com a bola, nem sem. Abdicar do espaço e tentar vencer na bola parada ou no espasmo. O Corinthians atacou em chances reais de gol quase dez vezes, passando muito longe de ser retranca. Mas muito.
Apenas Kazim acertou as redes da equipe de Osasco e a postura incomodou. Diziam que era coisa de time pequeno, demonstrando certa ignorância tática e de posicionamento.
Dois grandes expoentes de um Futebol Reativo na atualidade são Claudio Ranieri no Leicester e Diego Simeone, no Atlético de Madrid. Dois comandantes de equipes que estão no mata-mata da Champions. Duas equipes com menos recursos financeiros que os favoritos, mas que acaba vencendo as equipes que atuam mais com a bola.
Se peneirar, encontrará mais gigantes atuando de forma reativa contra rivais com mais poderio financeiro.
O cenário te lembra alguma coisa?
Aliás, Simeone se tornou tão marcante e vencedor que desencadeou uma nova discussão: o Cholismo contra o Tiki-Taka, embora Cholo Simeone recuse tal dualidade.
Enquanto você lê esta coluna, Carille monta a equipe para o Derbi, na quarta.
E, acredite: ser reativo pode ser exatamente a grande chave para vencer o Palmeiras.



