O Corinthians voltou a tropeçar no Brasileirão. Na tarde deste domingo, na Neo Química Arena, o time de Dorival Júnior perdeu por 1 a 0 para o Ceará, pela 33ª rodada da competição. O gol da partida foi marcado por Galeano, ainda no primeiro tempo, após erro de passe do ataque corinthiano.
O Timão começou melhor, impondo ritmo e controlando a posse de bola. Criou boas oportunidades com Gustavo Henrique, que chegou a balançar as redes, mas teve o gol anulado por impedimento. Apesar da superioridade nas ações ofensivas, a equipe da casa foi surpreendida em um contra-ataque rápido que resultou no gol cearense.
Na etapa final, o Corinthians manteve o domínio territorial e pressionou em busca do empate, mas esbarrou na falta de criatividade e na boa postura defensiva do Ceará. Mesmo com mudanças ofensivas, o time não conseguiu transformar o volume de jogo em gols e saiu de campo com mais uma atuação frustrante em casa.
Com o resultado, o Corinthians caiu para a 13ª colocação, estacionado nos 42 pontos, nove a mais do que o Santos, primeiro time na zona de rebaixamento.
Anota aí, Fiel! - Os comandados de Dorival Júnior voltam a campo nesta quinta-feira, às 19h30, na Neo Química Arena, quando recebem o São Paulo em clássico válido pela 34ª rodada do Brasileirão.
Escalação
Para enfrentar o Ceará, o técnico Dorival Júnior montou o Corinthians em um 4-2-3-1, com: Felipe Longo; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Maycon e Breno Bidon; Dieguinho, Rodrigo Garro e Memphis Depay; Yuri Alberto.
Meu Timão
Para eventuais trocas, Dorival ainda relacionou: Kauê, Félix Torres, Romero, Cacá, Fabrizio Angileri, Kayke, Ryan, Talles Magno, Hugo, João Pedro Tchoca, Luiz Gustavo Bahia e Gui Negão.
Já o Ceará, comandado pelo técnico Léo Condá, foi escalado com: Bruno Ferreira; Rafael Ramos, William Machado, Marcos Victor e Fabiano Souza; Vinicius Zanocelo, Dieguinho e Lucas Mugni; Matheus Bahia, Pedro Henrique e Galeano.
O jogo
Primeiro tempo
O Corinthians começou a tarde tentando mostrar serviço diante de sua torcida na Neo Química Arena. Desde o apito inicial, o time de Dorival Júnior se impôs no campo de ataque, ocupando o setor ofensivo e trocando passes com paciência, ainda que sem a precisão necessária no terço final.
Yuri Alberto teve a primeira finalização em seus pés, mas escorregou no momento do chute e mandou para fora. O início animador ganhou mais corpo aos 13 minutos, quando Gustavo Henrique testou firme após escanteio cobrado por Garro e parou em uma excelente defesa do goleiro Bruno Ferreira — uma das poucas vezes em que o Timão conseguiu transformar sua superioridade em real perigo.
Mesmo com o controle da bola e as melhores chegadas, o Corinthians começou a dar sinais de impaciência. Os erros nos passes decisivos impediam o time de concretizar o domínio, e o VAR ainda frustrou o torcedor ao anular o gol de Gustavo Henrique por impedimento de Bidu.
O Ceará, que pouco ameaçava, aproveitou a primeira chance que teve: aos 30 minutos, Yuri Alberto perdeu a bola no ataque e o adversário respondeu com um contra-ataque preciso, finalizado por Galeano.
O Timão ainda tentou reagir com uma cobrança de falta de Memphis, mas o chute explodiu em André Ramalho — um símbolo do primeiro tempo corinthiano: muita iniciativa, mas pouca efetividade.
Segundo tempo
O Corinthians voltou do intervalo com postura mais agressiva, tentando transformar a posse de bola em domínio efetivo. Os laterais passaram a se projetar mais, e o time de Dorival Júnior tentou ocupar o campo adversário desde os primeiros minutos.
O Ceará, no entanto, manteve-se bem postado defensivamente, fechando os espaços e obrigando o Timão a girar a bola de um lado para o outro, sem conseguir infiltrar. Mesmo com volume de jogo, o time alvinegro esbarrava na própria lentidão e na falta de precisão nos passes decisivos.
Aos 15 minutos, André Ramalho tentou resolver com um chute forte de fora da área, que passou rente à trave direita de Bruno Ferreira. Pouco depois, Gustavo Henrique desperdiçou a melhor chance do segundo tempo: subiu sozinho após bola alçada na área, mas cabeceou para fora.
Dorival tentou mudar o panorama ao colocar Romero e Gui Negão, em busca de mais movimentação ofensiva. Mas nem as substituições surtiram o efeito esperado. O Corinthians seguiu com a bola, mas sem criar chances claras, insistindo em jogadas laterais e cruzamentos na área.
No fim, Felipe Longo ainda precisou intervir para evitar o segundo gol do Ceará, em uma das poucas chegadas perigosas do adversário. Foi um segundo tempo de controle sem efetividade e pouca inspiração — reflexo de uma equipe que teve iniciativa, mas não soube o que fazer com ela.