Um grupo de oito conselheiros do Corinthians protocolou, nesta segunda-feira, um pedido de afastamento de Carla Dualib do Conselho Deliberativo. A solicitação tem como fundamento a ação judicial movida pela conselheira contra o clube . A informação é do Meu Timão.
O coletivo encaminhou um ofício para Leonardo Pantaleão, presidente do Conselho de Ética, e afirma que Carla busca reivindicações financeiras que vão contra o estatuto do clube. Além disso, alegam que uma ação promovida por um membro vitalício do Conselho Deliberativo contra a própria instituição gera um conflito de interesses e fere a ética desportiva. Para isso, eles se apoiam no item d do artigo 43 - confira abaixo.
Art. 43 - Não poderá fazer parte de qualquer poder social do clube, com exceção da AG, o associado que:
d) venha a receber ou reivindicar, sob qualquer pretexto ou justificativa, mesmo profissionalmente, interesses contrários aos do Corinthians ou venha a representar terceiros em ações movidas contra a associação, ressalvadas as hipóteses de questionamentos quanto a decisões dos órgãos do clube.
A dívida do Corinthians se dá com a SMA (Sports Agency Marketing), empresa de Carla Dualib, pela parceria entre os anos de 2003 e 2006. Neste período, o clube deixou de pagar determinadas comissões sob o argumento de que o acordo teria caráter de nepotismo e seria prejudicial à instituição. Vale lembrar que, na época em que a parceria foi firmada, o avô de Carla presidia o Corinthians.
Carla Dualib é conselheira vitalícia do Corinthians
Divulgação / Softwiss
O documento escrito pelos conselheiros Marcelo Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan Ramos e Romero Cardoso de Avila, além dos associados Alexandre Germano e Cyrillo Neto, revela que os valores iniciais eram de R$ 14 milhões, mas hoje se encontram em R$ 30 milhões. Ao final do documento, o grupo faz três solicitações:
- Abertura de um procedimento ético-disciplinar;
- Notifique Carla para que apresente sua defesa;
- Ao final do processo, sejam aplicadas as sanções de perda do mandato e do cargo de conselheira vitalícia.
A ação tramita desde 2009, mas segue sem avançar desde agosto do ano passado. Na ocasião, o Corinthians informou à Justiça que era contra uma sessão de julgamento virtual, já que gostaria de fazer uma sustentação oral. Em janeiro, o tribunal revelou uma substituição do relator do caso, e não trouxe mais atualizações.