Jô, Fábio Santos e um pedido de desculpas

Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Jô, Fábio Santos e um pedido de desculpas

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Jô, Fábio Santos e um pedido de desculpas

Jô e Fábio Santos durante treino no CT Dr. Joaquim Grava

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O ser humano, em sua maioria, tente a viver de ciclos. É normal, portanto, que queiramos que os mais felizes se repitam. Vira e mexe, por exemplo, tem alguém no Fórum do Meu Timão postando algo do tipo "Coincidências de 2012 com 2021" para correlacionar situações específicas que podem prever um possível repeteco da temporada mais vitoriosa da história do Corinthians. Entretanto, ao longo das nossas experiências, sabemos que nada é igual. Um nova história é sempre uma nova história.

Por conta disso, no geral, me posiciono de maneira bem temerosa acerca da volta de jogadores que tiveram um estrondoso sucesso por aqui. Principalmente pelas expectativas que serão depositadas neles. A ânsia para que repitam o que fizeram outrora, pode acarretar uma sobrecarga emocional que atrapalhará que convertam todo seu potencial em futebol. Aliado a isso, a idade mais avançada compactua para que minha teoria tenha um fundo de razão.

Em 2020, na segunda coluna que postei após minha volta da licença-maternidade, eu falei sobre a repatriação do atacante Jô. Leia mais aqui. Nela, eu me colocava contra a vinda do atleta. Citei alguns motivos, incluindo a lesão que ele tratava aqui no Brasil mesmo, algo que poderia fazer seu desempenho ou mesmo tempo de recuperação serem problemas para o Corinthians. A maioria da Fiel foi contra minha opinião, mas hoje, eu vejo que, realmente, Jô não está em forma. Eu estava certa no meu receio e o atacante ainda não corresponde adequadamente à toda expectativa que a torcida tem nele.

Indo nessa mesma premissa, falei do retorno de Fábio Santos, mas lá no meu Twitter. Fui também desfavorável à volta dele com podem ver.

Mas eu estava redondamente enganada e quero pedir desculpas ao lateral!

Ele chegou e em poucos jogos foi perceptível que era a melhor contratação da temporada. Inclusive foi eleito não só a melhor aquisição do ano, como também o melhor jogador de 2020, pelo Meu Timão, na nossa série de premiações The Bestimão.

Antes mesmo de jogar, Fábio Santos já mostrou que veio não só para agregar dentro dos gramados, como para aliviar a carga do goleiro Cássio, que sofria forte pressão naquele tempo.

"Chegou mais um pra dividir com você, mas não vamos dividir briga, vamos levantar o astral", disse na ocasião.

Além disso, se mostra uma pessoa humilde demais. Olhem a declaração dele na sua primeira entrevista oficial:

"(...) Eu fico até constrangido de ser comparado como ídolo. É a hora de cada um admitir sua responsabilidade, que é de todos, e saber que temos que trabalhar e temos capacidade de brigar por coisas maiores e melhores", falou na época.

Também está disposto a auxiliar no crescimento do jovem Lucas Piton, potencial joia da base que, no futuro, pode dar muitas alegrias à Fiel, tal qual Guilherme Arana.

"O Lucas é um menino talentoso e no que eu puder ajudar a crescer, com o próprio Arana, o que depender de mim, eu vou ajudar da melhor forma possível".

Bem fisicamente, jogando em alto nível, sem intercorrências extracampo, sempre dando o sangue nos gramados e ainda por cima, um esteio para Cássio durante toda a fase difícil. Por tudo isso, hoje eu posso dizer com felicidade que eu estava completamente equivocada quanto a sua contratação.

O futebol segue mostrando não ser nada lógico. Não há como prever. Ainda bem! Está aí a maior emoção do esporte.

De toda forma, sigo com meu conceito sobre trazer de volta jogadores com grandes conquistas no Timão, mas tenho também a enorme vontade de sempre estar errada, porque acima do meu ego, está o Corinthians.

Fábio Santos, me desculpe! Você calou a minha boca e me faz muito feliz por isso!

Veja mais em: Fábio Santos e .

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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