Assino embaixo, professor: esse é o melhor elenco comandado por Carille

Andrew Sousa

22 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Ter um nome como Jadson no banco é privilégio de poucos clubes no país

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

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Fevereiro e março reservaram uma dura sequência de jogos para o Corinthians. Cinco duelos mata-mata, três clássicos, enfim, não faltaram desafios para o time de Fábio Carille. O saldo alvinegro depois da "maratona" é extremamente positvo - já são oito partidas sem derrota, com todos os objetivos cumpridos na Copa do Brasil. Sul-Americana e Paulistão.

E o principal motivo para o sucesso neste período não é necessariamente o encaixe da equipe titular de Carille. O time do técnico, afinal, ainda busca uma cara e evolui aos poucos. Os resultados vieram, na verdade, pela força do grupo.

Para preservar seus jogadores, o treinador usou e abusou de suas opções no banco de reserva. E deu certo. Que time no Brasil, por exemplo, tem nomes como Ramiro, Jadson e Vagner Love como suplentes?

É notório que o mercado de transferências do Timão elevou o nível do plantel. Satisfeito com as contratações feitas, o próprio Carille exaltou a força de seu grupo de jogadores, colocando-o a frente dos demais elencos que teve em sua primeira passagem pelo clube.

"Veio mais do que eu imaginava em relação a elenco. Quando a gente começou a conversar, que eu estava na Arábia, não imaginava que viriam tantos jogadores qualificados, eu ajudando na escolha. O Corinthians se esforçando pra trazer Love, Júnior Urso, e a gente qualificando cada vez mais o grupo. Acho que entre 2017, 2018 e 2019, esse ano está sendo o melhor elenco, o mais equilibrado dos últimos três anos", disse o treinador, em coletiva após vitória no Ceará.

É difícil não concordar com o comandante. Mesmo campeão brasileiro de 2017, o Corinthians era bastante questionado justamente pela falta de opções fora do time titular. Até mesmo o 11 inicial tinha nomes bastante questionáveis - que tiveram rendimento potencializado pelo bom encaixe da equipe.

Falar de 2018 nem é necessário. Olhando o banco hoje, uma série de nomes talvez brigasse ou fosse titular absoluto da equipe que terminou o ano passado. Ter Boselli e Love como opção para Gustavo é um luxo e tanto para quem já teve de revezar Roger, Jonathas e Matias.

A pequena maratona desse início de ano dá um indicativo importante do que pode ser o ano do Timão. É possível ter de abrir mão de um torneio, é claro, mas as opções permitem ao menos ser competitivo em todas as frentes.

Hoje, como poucas vezes pude fazer nos anos anteriores, consigo fazer um daqueles esboços com dois ou três nomes por posição e sentir confiança em quem não aparece como primeira opção.

  • Cássio/Walter
  • Fagner/Michel Macedo
  • Henrique/Marllon/Mendez
  • Manoel/Pedro Henrique
  • Danilo Avelar/Carlos Augusto
  • Ralf/Gabriel/Richard/Renê Jr.
  • Júnior Urso/Ramiro/Thiaguinho/Araos
  • Sornoza/Jadson/Régis/Oya (esse com pouco espaço)
  • Pedrinho/André Luis/Mateus Vital
  • Clayson/Gustavo Silva/Díaz
  • Gustavo/Boselli/Love

Alguns nomes são bem questionáveis, claro, mas são reservas e serão pouco utilizados. Quando preciso, o Corinthians pode contar com a maioria. Não é preciso ser um esquadrão de 30 grandes nomes. É preciso ser competitivo. E isso somos.

E você, concorda com o treinador?

Erros e acertos

Analisar futebol é complicado, as coisas mudam rápido e logo viram um erro enorme. Por aqui, na minha coluna, também é assim. Por aqui, questionei a vinda de Vagner Love justamente por achar que não era necessária. Hoje, vejo o camisa 9 como peça importante para o plantel - ainda não o vejo como titular, mas não há como negar o peso que dá tê-lo no banco.

Por outro lado, também acertamos. Assim que teve chegada confirmada, Júnior Urso virou motivo de críticas pelo clássico "mais um volante?". Rapidamente, como escrevi por aqui, o camisa 30 se mostra muito mais do que "mais um", ele é "o volante" para Carille.

Veja mais em: Fábio Carille.

Coluna do Andrew Sousa

Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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