Quem planta errado não colhe bons frutos

Andrew Sousa

22 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Quem planta errado não colhe bons frutos

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Quem planta errado não colhe bons frutos

Sornoza tem jogado muito longe dos atacantes do Corinthians

Foto: Daniel Fernandes/Meu Timão

No início da temporada, Carille tinha planos ambiciosos para o Corinthians. Com o intuito de ter a bola e chegar com qualidade no ataque, o treinador testou uma escalação com Jadson na função de dez e Sornoza, meia armador recém-chegado, aberto pela esquerda. Rapidamente ele viu que não deu certo e mudou de ideia.

Sem fôlego para fazer o lado de campo, o equatoriano foi deslocado para o meio, onde foi destaque do Independiente del Valle que chegou à final da Libertadores e no próprio Fluminense, com um pouco menos de brilho. Com adaptações do time como um todo, porém, o 4-2-3-1 virou uma espécie de 4-1-4-1.

Com isso, Sornoza já não fazia mais a função de camisa 10. Foi recuado para atuar na linha de Júnior Urso, auxiliando Ralf na saída de bola. Combativo por ali, tem seus momentos de importância, desarmando e iniciando jogadas. Mas não é ali que pode mostrar seu melhor.

Alguns torcedores percebem isso e questionam Carille. A grande maioria, no entanto, cai em cima do jogador, que perde cada vez mais confiança entre a torcida. Neste sábado, por exemplo, Régis entrou por dez minutos e o que mais se vê são comentários dizendo que "fez mais que Sornoza em 80". Mas aí é que entra o ponto chave da questão.

Assim como Jadson quando tem oportunidades, Régis entrou no lugar do camisa 7, mas não na mesma posição que ele. Pisou no gramado com liberdade para exercer a função de armador, perto do atacante, tendo a bola perto da área - onde deu bom drible e sofreu falta perigosa.

Enquanto seus concorrentes entram com espaço para ir a frente e chances de brilhar no setor ofensivo, Sornoza segue plantado ao lado de Ralf - muitas vezes, até Ramiro/Urso tem mais liberdade que o equatoriano para atacar.

"A gente colhe o que planta".

O famoso ditado popular, então, ajuda a entender um pouco da situação do gringo. Quando se cultiva um jogador estático e preso a uma função que não é a sua, é exatamente isso que você vai colher.

Carille, "plantar" um meia criativo como Sornoza não lhe dará grandes frutos...

Veja mais em: Sornoza e Fábio Carille.

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Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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