Nem tanto ao céu, nem tanto à terra

Andrew Sousa

23 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Nem tanto ao céu, nem tanto à terra

Cantillo foi bem, mas ainda assim precisa de tempo para se adaptar

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Depois de tanta espera, a torcida do Corinthians enfim matou a saudade de ver a equipe em campo. E se tem jogo, tem pitaco.

Antes mesmo do apito final na vitória por 2 a 1 contra o New York City, os alvinegros foram para as redes sociais repercutir a partida.

Luan, com dois gols, virou "Luanel Messi". Cantillo, outro que teve boa estreia, também terminou o confronto em alta. Até Ramiro, criticado na última temporada, ganhou uma série de pedidos de desculpa e elogios.

Do outro lado da moeda, estão os que não conseguiram tanto destaque. Discreto, Mauro Boselli virou inútil para alguns. Davó, bastante pressionando antes mesmo de entrar em campo, "já pode ir para uma Ponte Preta da vida".

É céu ou inferno. Dificilmente se vê um meio termo. Aí é que está o enorme erro.

Um jogo não pode servir de análise final para nada. Um jogo de Florida Cup, então... E aqui não estou condenando apenas as críticas apressadas para quem fez seu primeiro jogo pelo clube, como Davó. Até os elogios com pressa podem ser prejudiciais.

Em 2017, por exemplo, Juninho Capixaba foi bem nos Estados Unidos e virou craque para parte da Fiel. O resultado? Subiu o próprio sarrafo de avaliação e, nos primeiros erros, foi rechaçado. A juventude e o tempo de adaptação não foram levados em conta, afinal, ele chegou "jogando muito".

Então, é preciso colocar na cabeça que o teste desta quarta-feira não foi dos mais difíceis. Entre vários garotos, Luan desfilou, Cantillo teve tranquilidade. Mas calma.

Essas atuações não podem tirar deles o direito de oscilar. O colombiano vem de futebol diferente, precisa se adaptar e pode ter dificuldade em jogos competitivos. Luan, por sua vez, ainda tenta recuperar a melhor forma física. Tudo isso demanda tempo e, muitas vezes, resulta em jogos piores que o do embate contra os norte-americanos.

Do outro lado, nomes como Davó precisam de um voto a mais de confiança e tempo para desenvolver o melhor futebol.

Um duelo não basta para vereditos. Tenhamos paciência para quem foi bem e quem foi mal desenvolver seu trabalho e evoluir nas mãos de Tiago Nunes.

Veja mais em: Florida Cup.

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Por Andrew Sousa

23 anos, formado em Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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