É hora do Corinthians criar casca na Libertadores
Opinião de Beatriz Zoccoler
2.2 mil visualizações 30 comentários Comunicar erro

Ramón Díaz tem desafio de ajudar o Corinthians a saber sofrer na Libertadores
Foto: Ronaldo Barreto / Meu Timão
Não é novidade pra ninguém que a Libertadores é uma competição que gosta de testar a resiliência dos times. Nos últimos anos dessa prova, o Corinthians não tem conseguido notas boas. Ganhar casca no torneio é um cenário completamente reversível, como fez o Flamengo nos últimos anos. E se há um momento totalmente oportuno para mudar essa realidade, é agora.
Desde que conquistou o título de forma invicta em 2012, o Corinthians nunca mais mostrou a solidez necessária para ser considerado um verdadeiro candidato ao título sul-americano. Pior do que isso: acumula eliminações, atuações burocráticas e uma evidente falta de postura para jogar a Copa.
Sei que o exemplo do Flamengo pode incomodar, mas é uma equipe que colecionou, durante muitos anos, vexames e frustrações no torneio. Nas últimas temporadas, ganhou casca, se consolidou como uma das grandes forças do continente e se acostumou a estar no mata-mata, com mentalidade vencedora.
É de uma virada de chave que o Corinthians precisa para viver melhores momentos na Libertadores. É fundamental entender que a Libertadores não se resume apenas a talento. Trata-se de imposição, competitividade e resistência em locais e estádios adversos.
Agora, começando da fase preliminar, na segunda fase, e iniciando a caminhada contra um adversário modesto como o Universidad Central, o clube tem a chance de começar a construir uma nova mentalidade. Precisa estar confiante.
É um jogo que, obviamente, necessita seriedade, intensidade e, acima de tudo, ambição.
Não basta vencer: o time de Ramón Díaz precisa mostrar que está pronto para um torneio que exige mais do que bons momentos. Exige fibra, adaptação e, principalmente, a capacidade de crescer em meio às dificuldades.
É hora de aprender a sofrer. E crescer com isso.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
Avalie esta coluna
Veja mais posts da Beatriz Zoccoler
-
Será mesmo que comissão e jogadores do Corinthians sabem o que é jogar Libertadores?
-
O incômodo com a vida de Memphis Depay fora dos gramados
-
Corinthians desrespeita sua própria trajetória na reta final do Brasileirão
-
A 8ª final seguida do Corinthians Feminino no Brasileiro: uma reflexão sobre estar no topo sempre
-
Memphis Depay: uma aula sobre visão de mundo, raízes e futebol
-
Corinthians precisa de uma espinha dorsal e reformulação de Augusto Melo tem de passar por isso
